terça-feira, 11 de setembro de 2012

Verdades irrefutáveis #2

O ambiente político em Portugal já esteve mais calmo.

Até o Paulo Portas vai reunir a Comissão Política e o Conselho Nacional!

Verdades irrefutáveis #1

O Vitor Gaspar é um robot enviado pelo Senhor do Mal para nos fazer da vida um inferno.

Da crise, das manifs e do que mais

No facebook, um amigo meu escreveu um post a incentivar à participação nas manifestações de sábado para assinalar o protesto contra as medidas de austeridade. Este meu amigo, que muito prezo e de quem gosto muito, sofre com a inactividade que é transversal à nossa sociedade no que diz respeito ao exercício da cidadania. odos nos queixamos no café, em casa, no emprego, mas quando temos oportunidade de ir para a rua exprimir o que nos vai na alma e contestar calamo-nos.

Há uns anos, houve uns senhores que fizeram uma música que exprime tão bem este sentimento. De certeza que conhecem! Hoje lembrei-me da música. E pensem lá se não é um retrato bem fiel do povo sereno e manso que nós somos...




Estados

Já cá não estás. E ainda não te foste embora. Não te vejo e, contudo, sinto-te. Abraço-te e quase consigo sentir o teu cheiro. Vejo-te o sorriso, as mãos, as unhas cor-de-rosa. O sorriso contagiante. Estás a dançar no corredor do supermercado. Sabes como fico pouco à vontade com isso. d Mas continuas a fazê-lo. E a verdade é que não gostando, gosto. É teu. É espontâneo. E é assim que tu és. :D

Estou com saudades, sim. Fazes-me falta. Porque és tu. E tu sabe-lo bem.

Agora mesmo vejo-nos a jogar UNO. A rir. A apanhar dezasseis cartas, porque por um acaso aleatório, as cartas se conjugaram assim. Ganhei. Perdi. E ganhei. E ganhei ainda mais porque te tive só para mim por quatro dias. E não sei como hei-de valorar isso. Mas é muito. Infinitos muitos!

Já dormes? Com a tv ligada? Com o telefone sem som? Sonhas comigo? Estamos juntos, certo? Estamos sempre juntos. Mesmo que a quatrocentos e muitos quilómetros.

<3-te

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Nada como mudar de casa

para se encontrarem amigos que não se viam há muito tempo.

Vem isto a propósito do arranjar as coisas para ir para o Alentejo. É a terceira vez que vou trabalhar para lá. Depois de Almodôvar e de Portalegre, chegou agora a terceira viagem ao Alentejo. Para ficar, claro. Até 31 de Agosto. Depois logo se vê (ou não!...)

Ora andava eu a preparar os livros, a impressora e mais uns dossiers quando finalmente encontro a pen de banda larga. Desaparecida que estava desde o meu regresso de Trás-os-Montes, surgiu agora. No momento exacto para me ajudar a estar um pouco mais ligado ao mundo. Não que o alentejo seja deserto, mas naquela vila em particular há muito que fazer. Como o sapo não é muito de cafés, resta-me ficar por casa. Escrever aqui no charco, ver as novidades no Facebook e ler as notícias no site do meu primo SAPO.

Estou então a intervalar de mais uma sessão de escolha de roupa e calçado, de roupa de cama, de livros, material escolar, música, fotos e afins.

Começo a ficar tão habituado a mudar de casa que estou a pensar em fazer mudanças... Assim como assim, o ensino está pelas ruas da amargura. Nunca se sabe!

É nestas alturas de (des)arrumações que me dou conta da quantidade de tralha que acumulo todos os anos. Ainda há pouco estive a rasgar papel para colocar no ecoponto. Não seria mais fácil viver com menos? Menos coisas, menos objectos, menos roupa, menos livros e mais tempo para as pessoas?





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Porquês

Porque tem tudo de ser tão difícil?
Porque temos de estar longe um do outro, se o que queremos é estar juntos? (é, não é?)
Porque raio as mudanças que introduziram nos concursos te deixaram de fora?
Porque é que aluguei uma casa a meias, se o que quero é estar contigo, sem mais ninguém?
Porque é que temos de passar dias separados?

Porque motivo me zango, amuo, chateio, resmungo, falo alto, com maus modos para ti, se o que eu quero é abraçar-te, dar-te mimos, ter a tua companhia, sentir o teu carinho, o teu cheiro, ouvir o teu riso e a tua expressão de menina travessa?

Porque é que não sou capaz de perceber e entender que tu também estás triste por tantos motivos e que por isso, tal como eu, não te apetece fazer nada, nem ligar para ninguém, nem tratar de papéis, nem de consultas, nem coisa alguma? Porque é que fervo em tão pouca água?

Porque é que sinto raiva cá dentro? Raiva deste pseudo-sistema que exclui tantos dos bons e permite que tantos dos não tão bons continuem? Porque é que no meu país, tenho de me sentir satisfeito por ter obtido colocação a 350km de casa? Porque é que hoje em dia ter um emprego, trabalho, é um privilégio?

Porque é que tenho de estar feliz pelo que tenho se, quando olho à minha volta, não tenho o que mais preciso?

700km depois

Já fui e já voltei. Apresentei-me na escola. Arranjei casa (dividida com um colega que aquela gente pede 180€ por mês, sem recibo por um T0 no fundo do quintal e sem recibo). E até já lá dormi de ontem para hoje. Tive duas reuniões. Boring...

A distância entre cá e lá é de 350km aproximadamente. Demorei quatro horas e meia a chegar a casa. Estou cansado.
Vou ter as turmas todas do 3.º ciclo. E de bónus um PIEF. Que, ao que ouvi, é dos bons...

Tenho uma lista de coisas para arrumar, outra para comprar e tudo para arrumar, para na quinta-feira fazer o caminho descendente e por lá ficar por uns tempos. Em princípio só volto cá acima dia 15 de Setembro. A ver vamos.

Ainda agora começou e já estou cansado. Será normal?

domingo, 2 de setembro de 2012

Curiosidades

Só porque não há mais o que fazer, resolvi ver, através do google maps, qual a distância entre a escola onde estive a trabalhar no ano passado e aquela onde irei trabalhar este ano. O resultado é este: quinhentos e sessenta quilómetros. Graficamente fica-se com uma outra ideia da grandeza deste número:

Esclarecidos?
Pois bem, eu sei que podem estar a pensar: "Ah! Mas até ficaste colocado, olha a sorte que tens!" Ou: "E ainda por cima com horário completo! Nem todos conseguem! Poucos conseguem!" ou ainda "Se não quisesses ir para tão longe, não tivesses concorrido para lá!" Eu próprio já utilizei estes argumentos. Porém, não consigo deixar de achar estranho que uma pessoa tenha de se sentir feliz e contente por mais uma vez ter de andar com a casa as costas para ir trabalhar a mais de trezentos quilómetros de casa.

(re)começar

Do mal o menos. A colocação para mais um ano lectivo apareceu. Mas não consigo estar feliz. Não é feliz que me sinto. Aliviado talvez. Pelo menos durante mais um ano sei que vou poder continuar a garantir o pagamento da casa. Mas não consigo estar mais do que aliviado. De resto, sinto-me frustrado e um pouco triste também.

Triste porque a lobita ficou de fora. Triste porque será difícil voltar a ter o que tive no ano lectivo passado: partilhar casa com a mulher que amo. Aquela com que sempre sonhei e que nunca pensei que pudesse existir. Triste porque para além de tudo isto, vou trabalhar mais um amo a mais de trezentos quilómetros de casa.

Frustrado, porque fiquei colocado. Não me entendam mal: ter sido colocado é bom, mas ao fim de quatorze anos, a começar o décimo quinto ano como professor não consgo deixar de me questionar sobre se será boa escolha continuar a apostar numa carreira que, depois de todo este tempo, não me dá qualquer tipo de segurança, garantia ou perspectiva futura.

2.ª feira vai começar mais uma etapa desta já longa digressão por este país que está cada vez mais parecido com um charco lamacento. Pergunto-me se será a última e se não estará na hora de mudar de vida, de charco, e de profissão...