Uma noite de sono profundo.
Daquelas noites que nos proporcionam um sono inteiro, repousado e retemperador, daqueles sonos em que parece que mergulhamos em nós e na nossa consciência e conseguimos começar a esboçar mais futuro para nós mesmos, fazendo as pazes com o passado e o presente.
Uma noite de sono em que envoltos em sonho, encontramos o trilho que perdemos algures lá atrás. Em que fica mais claro o desenho do que queremos ser, fazer, viver e experimentar. Esse mergulho no rio da consciência que ajuda tudo a ficar mais claro. A água da corrente leva o que está a mais e refresca o que é essencial e fundamental para a nossa vida.
Um sono regenerador capaz de dar sentido definido à vida em vez deste chove-mas-não-molha, do quase que podia ser mas não foi, não é e que dificilmente será. Capaz de nos orientar num sentido e tudo fazer para que nesse sentido, tudo se una e seja uno.
O sapo sente que está a precisar de um sono destes.
Daqueles em que se acorda novo e retemperado, cheio de energia e de propósitos, de desafios para vencer e para os quais há vontade de fazer seja o que for. O sapo precisa de dar um salto. Sente-se cada vez menos sapo e mais lagarta. Arrasta-se e não salta. E toda a gente sabe que a natureza do sapo é saltar.
Nem que seja em sonhos.
Nascidos em sonos profundos.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
lições para a vida
Um ano.
Um ano para aprender:
- que não há almoços grátis.
- que não se pode confiar em muita gente.
- que as pessoas te mentem enquanto te olham nos olhos e te sorriem.
- que a amizade e os valores cristãos estão sobrevalorizados.
- que fui (e continuo a ser) usado.
- que há gente boa a ser permanentemente desvalorizada.
- que viver à custa do dinheiro dos trabalhadores mantém empresas abertas e as chefias com boas regalias.
- que, (como eu já sabia) até com os erros se aprende.
- que não me adapto a esta realidade.
- que isto não é para mim.
- que me tenho de lembrar de tanto do que agora escrevi.
Um ano para aprender:
- que não há almoços grátis.
- que não se pode confiar em muita gente.
- que as pessoas te mentem enquanto te olham nos olhos e te sorriem.
- que a amizade e os valores cristãos estão sobrevalorizados.
- que fui (e continuo a ser) usado.
- que há gente boa a ser permanentemente desvalorizada.
- que viver à custa do dinheiro dos trabalhadores mantém empresas abertas e as chefias com boas regalias.
- que, (como eu já sabia) até com os erros se aprende.
- que não me adapto a esta realidade.
- que isto não é para mim.
- que me tenho de lembrar de tanto do que agora escrevi.
como é?
Quando tudo parece correr torto; quando as coisas não são o que se esperava; quando se está a fazer esforços para continuar, como é que se continua em frente?
Quando o desnorte se apodera da gente; quando não se sabe o que fazer (mas se vai fazendo alguma coisa) como é que se arranja vontade de ir levando a vida adiante?
Quando se sabe o que se tem de mudar e se está a procurar a melhor forma de o fazer, mas tudo parece continuar como sempre esteve, como é se encara o futuro com optimismo?
Quando se tenta ir fazendo alguma coisa que vai no sentido do que se falou e se encontram obstáculos que vão no sentido oposto das decisões tomadas, como é que faz?
Como é que mantém o registo calmo e tranquilo quando tudo parece ferver e já é difícil respirar?
Como é que se ajuda e se é ajudado?
Quando o desnorte se apodera da gente; quando não se sabe o que fazer (mas se vai fazendo alguma coisa) como é que se arranja vontade de ir levando a vida adiante?
Quando se sabe o que se tem de mudar e se está a procurar a melhor forma de o fazer, mas tudo parece continuar como sempre esteve, como é se encara o futuro com optimismo?
Quando se tenta ir fazendo alguma coisa que vai no sentido do que se falou e se encontram obstáculos que vão no sentido oposto das decisões tomadas, como é que faz?
Como é que mantém o registo calmo e tranquilo quando tudo parece ferver e já é difícil respirar?
Como é que se ajuda e se é ajudado?
Como é?
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A vontade
É a de ir.
É a de desaparecer.
É a de pegar em meia dúzia de coisas e fazer caminho.
É a de ir sem destino, sem hora marcada, sem horário, sem trajecto definido.
É a de ver com os meus olhos e construir mais da minha verdade; abalar as minhas certezas; abrandar ideias feitas e experimentar outras ideias. Mais coloridas, mais musicais, mais vibrantes e refulgentes de vida.
É a de viver.
É a de fazer caminho. E só se faz caminho andando.
E eu não quero agora, aqui ficar parado.
Ir.
Para todo o lado. Por todo o lado.
É a de desaparecer.
É a de pegar em meia dúzia de coisas e fazer caminho.
É a de ir sem destino, sem hora marcada, sem horário, sem trajecto definido.
É a de ver com os meus olhos e construir mais da minha verdade; abalar as minhas certezas; abrandar ideias feitas e experimentar outras ideias. Mais coloridas, mais musicais, mais vibrantes e refulgentes de vida.
É a de viver.
É a de fazer caminho. E só se faz caminho andando.
E eu não quero agora, aqui ficar parado.
Ir.
Para todo o lado. Por todo o lado.
FIM (perto do)
Nova baixa.
Mais uma a juntar ao rol dos que já se foram.
Pelo meio, já houve quem eu segurasse e houve quem me segurasse. Penso que me tenho aguentado. Penso que não me aguentarei muito mais. Penso e penso e penso e não consigo encontrar motivos para me manter lá.
Trabalhar e não receber é mau.
Trabalhar, não receber e ser completamente desconsiderado e desrespeitado está a fazer-me mal. E isso vê-se na forma como me sinto, me trato e trato os que me estão mais próximos e não. Não quero mais isto para mim.
O tempo de serviço dá jeito? Sim, Sem dúvida.
O ordenado, ainda que fora de tempo, também dá muito jeito.
O respeito pelos outros, a decência e o reconhecimento são fundamentais. Principalmente quando o resto falha.
Não gosto de pessoas que são tão manipuladoras que me conseguem fazer sentir mal por receber o ordenado com dois meses de atraso. Como se estivessem a ser generosas e magnânimas por me pagarem o que me devem com atraso. E ainda assim fazem questão de assinalar que me vão pagar. Como se fosse um favor que me fazem. Como se tivesse de ficar agradecido por se terem lembrado de mim, um mero trabalhador.
Mais uma a juntar ao rol dos que já se foram.
Pelo meio, já houve quem eu segurasse e houve quem me segurasse. Penso que me tenho aguentado. Penso que não me aguentarei muito mais. Penso e penso e penso e não consigo encontrar motivos para me manter lá.
Trabalhar e não receber é mau.
Trabalhar, não receber e ser completamente desconsiderado e desrespeitado está a fazer-me mal. E isso vê-se na forma como me sinto, me trato e trato os que me estão mais próximos e não. Não quero mais isto para mim.
O tempo de serviço dá jeito? Sim, Sem dúvida.
O ordenado, ainda que fora de tempo, também dá muito jeito.
O respeito pelos outros, a decência e o reconhecimento são fundamentais. Principalmente quando o resto falha.
Não gosto de pessoas que são tão manipuladoras que me conseguem fazer sentir mal por receber o ordenado com dois meses de atraso. Como se estivessem a ser generosas e magnânimas por me pagarem o que me devem com atraso. E ainda assim fazem questão de assinalar que me vão pagar. Como se fosse um favor que me fazem. Como se tivesse de ficar agradecido por se terem lembrado de mim, um mero trabalhador.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Meio
Hoje mais uma notícia de saída. Mais uma baixa.
Não consigo de deixar de pensar que tudo isto, todas estas saídas ,são sinais. Não sei de quê. Sempre tive dificuldade em interpretar sinais. Ou sou eu que sou descompreendido e não tenho capacidades de ler nas estrelas ou de facto, é difícil interpretar o que o universo nos está a dizer.
A "equipa" sofre mais uma baixa.
De derrota em derrota até à derrota final.
Não consigo de deixar de pensar que tudo isto, todas estas saídas ,são sinais. Não sei de quê. Sempre tive dificuldade em interpretar sinais. Ou sou eu que sou descompreendido e não tenho capacidades de ler nas estrelas ou de facto, é difícil interpretar o que o universo nos está a dizer.
A "equipa" sofre mais uma baixa.
De derrota em derrota até à derrota final.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Bingo das reuniões
As reuniões de avaliação são sempre momentos muito interessantes. O vocabulário é sempre o mesmo e encontrei um blog, que torna muito mais interessantes estes momentos, pois para além da avaliação de final do período, torna-as um jogo. Vejam aqui o que se pode fazer com um pouco de imaginação!
Sim, estou a ser irónico.
Sim, estou a ser irónico.
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