sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A vontade

É a de ir.
É a de desaparecer.
É a de pegar em meia dúzia de coisas e fazer caminho.
É a de ir sem destino, sem hora marcada, sem horário, sem trajecto definido.
É a de ver com os meus olhos e construir mais da minha verdade; abalar as minhas certezas; abrandar ideias feitas e experimentar outras ideias. Mais coloridas, mais musicais, mais vibrantes e refulgentes de vida.

É a de viver.
É a de fazer caminho. E só se faz caminho andando.
E eu não quero agora, aqui ficar parado.

Ir.
Para todo o lado. Por todo o lado.

FIM (perto do)

Nova baixa.
Mais uma a juntar ao rol dos que já se foram.

Pelo meio, já houve quem eu segurasse e houve quem me segurasse. Penso que me tenho aguentado. Penso que não me aguentarei muito mais. Penso e penso e penso e não consigo encontrar motivos para me manter lá.

Trabalhar e não receber é mau.
Trabalhar, não receber e ser completamente desconsiderado e desrespeitado está a fazer-me mal. E isso vê-se na forma como me sinto, me trato e trato os que me estão mais próximos e não. Não quero mais isto para mim.

O tempo de serviço dá jeito? Sim, Sem dúvida.
O ordenado, ainda que fora de tempo, também dá muito jeito.

O respeito pelos outros, a decência e o reconhecimento são fundamentais. Principalmente quando o resto falha.

Não gosto de pessoas que são tão manipuladoras que me conseguem fazer sentir mal por receber o ordenado com dois meses de atraso. Como se estivessem a ser generosas e magnânimas por me pagarem o que me devem com atraso. E ainda assim fazem questão de assinalar que me vão pagar. Como se fosse um favor que me fazem. Como se tivesse de ficar agradecido por se terem lembrado de mim, um mero trabalhador.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Meio

Hoje mais uma notícia de saída. Mais uma baixa.

Não consigo de deixar de pensar que tudo isto, todas estas saídas ,são sinais. Não sei de quê. Sempre tive dificuldade em interpretar sinais. Ou sou eu que sou descompreendido e não tenho capacidades de ler nas estrelas ou de facto, é difícil interpretar o que o universo nos está a dizer.

A "equipa" sofre mais uma baixa.
De derrota em derrota até à derrota final.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Bingo das reuniões

As reuniões de avaliação são sempre momentos muito interessantes. O vocabulário é sempre o mesmo e encontrei um blog, que torna muito mais interessantes estes momentos, pois para além da avaliação de final do período, torna-as um jogo. Vejam aqui o que se pode fazer com um pouco de imaginação!

Sim, estou a ser irónico.

Canção de Natal #1 - David Fonseca

Prenda de Natal do David Fonseca.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

princípio

Primeira baixa. Last in, first out.
A última pessoa a ser contratada foi a primeira a abandonar o barco.

As dificuldades são conhecidas de todos. Não há quem não as conheça, e pior, quem não as sinta na pele.

Não julgo, não acuso.
Percebo perfeitamente, porque estou na mesma situação e tendo alternativa melhor e mais segura, faria exactamente o mesmo.

Tenho pena porque me parece ser uma boa profissional. Os miúdos gostam dela e o trabalho que lhe era pedido está feito. Pessoa certa, no local certo, na hora errada.

Perdemos um elemento "da equipa". Embora, "equipa" esteja a ser utilizado entre " " porque a equipa só existe e só funciona quando todos contribuem e partilham com todos. O que não é o que aqui acontece.

A parte pior (ou mnelhor!) é que me parece que isto é só principio.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Perfeição imperfeita #2


Perfeição imperfeita #1


Frio

Levantar, desfazer a barba, tomar duche, vestir, ir para a cozinha fazer o pequeno-almoço, levantar o estore e ver que desta vez, a geada excedeu-se! Ainda nâo tinha visto tanta geada por estas paragens este ano. Deve estar fresquinho lá fora!

Tomar o pequeno-almoço com a lobita, lavar os dentes, pôr o cachecol, vestir o casaco e sair. Para ver o bonito trabalho que o gelo fez no vidro do carro (carro esse, que ontem num semáforo, levou uma pancada, mas nada de grave). Pôr o carro a trabalhar, raspar o gelo do vidro, começar a andar e ver que o gelo se volta a formar com a velocidade. Ligar o aquecimento para o vidro e finalmente! quando se chega à escola o vidro está limpo. O carro marca, teimosamente 0 (zero) graus.

Na sala onde trabalho, estão 5 graus. É a loucura. até já tenho vontade de ir comprar gelados, tal é o calor aqui. Felizmente, apesar de ser difícil de escrever por ter os dedos enregelados, utilizar um teclado em vez de uma caneta tem vantagens: a letra não sai tão tremida!