domingo, 9 de outubro de 2011

Gosto disto!!

O sapo tem um brinquedo novo.
Mas um brinquedo que permite ao sapo partilhar com quem o visita no charco, recordações, memórias, imagens e até sonhos do que o sapo vai vendo, pensando e desejando. Coisas como estas:




Estas têm aproximadamente um ano (um pouco mais).
Vamos ver como ficarão as próximas. :D

sábado, 8 de outubro de 2011

de viagem

Ontem, chegar a Braga levou quase quatro horas. Primeira vez que fiz a viagem por este caminho. Estrada em obras. Desvios e mais desvios. Fim do dia. Sol a baixar no horizonte e  bater mesmo em cheio nos olhos. O sapo não usa óculos de sol. Faltam-lhe as orelhas para os segurar. :)

Em Braga, comer qualquer coisa naquele sítio cujo nome começa por M acaba em S e tem, aleatoriamente pelo meio as letras acDonald. É que há meses que me atafulhava com essas porcarias, e aquilo até sabe bem!

Depois chegar a casa dos amigos e conversar. Muito. Até de madrugada. Há sono? Há. E moleza? Também. E vou chegar a casa cansado? Certamente. Mas vale a pena. Cada minuto passado com amigos, com pessoas que gostam de nós, é um minuto muito bem passado. E que falta faz passarmos bem o tempo!

Em vez de perdermos tempo com coisas, percamos tempo com pessoas. Ainda para mais, pessoas inteligentes que nos desafiam e nos levam a pensar em quem somos, o que queremos e o que pretendemos para nós e para a nossa vida.

Vou ali aproveitar a oportunidade de estar com gente assim.
Até logo!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O dia chegou (quase!) ao fim

O cansaço começa-se a notar. Já não tenho vontade nem energia para pular mais hoje. Muito menos para coaxar.

Vou ficar sossegado na folha de nenúfar, junto aos jacintos-de-água. A ver as estrelas no céu. E a lua a deslocar-se enquanto a noite passa. E a sentir a água ficar mais fria e cobrir-se de nevoeiro. Sabe bem!

Pelo menos fica tudo igual: nevoeiro lá fora, a condizer com o nevoeiro cá dentro. Embora ache que o nevoeiro de dentro já esteve mais denso. E isso é bom. Notar que o ar está progressivamente a ficar mais leve, menos denso. E que por vezes, quase parece limpo e claro. Em contrapartida, há momentos, em que mesmo de dia, cá por dentro é noite escura. E não foi nenhum eclipse.

Com tempo, vou ser capaz de me lançar de novo no rio, em vez de me limitar a ficar no charco. É só uma questão de tempo. E como alguém me disse e eu disse a alguém, o tempo e o espaço não são importantes para quem é amigo. Porque podemo-nos encontrar em qualquer lugar, em qualquer momento. Basta querermos.

Boa noite.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Back!

Depois de ter estado impedido de aqui vir devido a falta de rede do operador de banda larga, eis-me de volta aqui ao charco.
Amanhã vou de fim-de-semana. Vai ser uma corrida, e um monte de km, mas antes isso! Fui atestar o carro, ali ao outro lado da fronteira. Parecendo que não já não me lembrava do gasóleo custar €1,279 por litro. São 14 cêntimos de diferença. Em 50 litros dá €7 de diferença. E sete aéreos é muito dinheiro. Que me desculpe o Governo, e a economia nacional. Mas começo a estar cansado de pagar. De maneiras que é assim! :)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O mundo está ao contrário?

Se gosto de ti,
Se gostas de mim
Se isto não chega tens o mundo ao contrário

xutos e pontapés "mundo ao contrário"

Devia ser suficiente, não devia? 
Nada mais deveria ser necessário. Mas não é assim. 
Porque sentimos e somos, viramos o mundo do avesso e, mesmo assim, fica sempre qualquer coisa por fazer, por tirar da ordem que nos impede de ficarmos totalmente satisfeitos. 'Não tenho o que quero, tenho o que preciso'. Podia dar outros exemplos de como as coisas não são bem assim, embora perceba o ponto de vista. Num mundo perfeito, seria como a letra da música. E não consigo deixar de pensar que deveria ser assim. Não por ser perfeito, mas por ser possível. Porque admitamos: existe sempre essa possibilidade. E concretizá-la, torná-la real só depende de ti e de mim. Ainda para mais quando ambos personificamos o que ela diz, no seu sentido mais literal. E sim, penso que seria interessante e também considero que é um bom ponto de partida para iniciar algo. Tanto, que não consigo deixar de pensar nas palavras que disseste (na verdade consigo, mas escolho não o fazer) pela importância e pelo impacto que essas mesmas palavras têm em mim e pelos efeitos que produzem.

Admitamos a nossa amizade incomum, a nossa ligação que perdura no tempo, apesar dos amuos e dos longos períodos de ausência que proporcionamos ao outro, não parecem ser relevantes. Se passado algum tempo, retomamos tudo no ponto em que o deixámos, talvez não tenhamos sido capazes de colocar um ponto final na história porque não o temos de fazer, porque há ainda outros capítulos para escrever. Só que mais maduros, mais confiantes, mais seguros (ou não!) do que se sente e do que se pode e quer fazer com esse sentimento.

Toma o teu tempo. Eu tomo o meu. E antes de mais qualquer outra coisa, e seja qual for o resultado da tua (derradeira?) tentativa de resolveres a tua vida, lembra-te que só te quero ver feliz. Como diz o outro, "comigo ou sem migo". :)

E mesmo que o resultado me seja desfavorável, eu já ganhei. As recordações, os sentimentos e as emoções que me proporcionaste são como tu: únicas, especiais e reveladoras de uma cumplicidade e de um amor, que ultrapassa os conceitos de espaço e tempo, se perde algures no caminho entre a origem e o destino e que resultam numa alquimia de almas e corações. Não descobrimos a Pedra Filosofal? Não transformamos qualquer metal em ouro? Não descobrimos o Elixir da Eterna Juventude? Não. Mas partilhamos Vida. E que mais há do que ficar na história de vida de alguém? Ainda por cima, numa página bonita, cheia de felizes coincidências, acasos e memórias!

Quem és tu?
Onde estás?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Comentários

Não tenho moderação de comentários.
Não vejo motivos para isso.
Começa logo pelo facto de o blog não ser muito lido. O que não me aquece nem arrefece. Não escrevo para que me leiam. Escrevo para organizar as ideias e para expulsar demónios. Acresce que quem escreve o que lhe vai na alma e o coloca acessível na internet, se sujeita ao escrutínio de quem o venha a ler, portanto se sou sincero e directo no que escrevo e publico, devo dar o mesmo tratamento a quem para além de me ler, quer comentar o que escrevo. Outro motivo tem a ver com o facto de (ainda!) não ter recebido comentários desagradáveis. Mas tudo pode acontecer. Quem anda à chuva molha-se. Se acontecer, poderei pensar em activar a moderação de comentários. Mas para já, como está fica.

Ainda em relação aos comentários, tenho por hábito responder a todos eles. Acho que é o mínimo que posso fazer a quem se digna comentar o que escrevo. Não o faço por obrigação. Faço porque quero. E porque gosto.
Da mesma forma que tenho hábito ler o que quem me comenta escreve. Mesmo que nem sempre deixe comentários. Mesmo que nem sempre me identifique. Depende.

Eu sei. Sou um sapo estranho!

Surpresa do dia

Há pessoas que têm o dom de aparecer e desaparecer na nossa vida. Aparecem e desaparecem sem se fazer anunciar. Como se de meras sombras silenciosas se tratassem. Mas não o são, pois a adivinhar pelas marcas que deixam em nós, estão bem presentes e vivas, ainda que não de forma constante nem permanente. Ausentam-se por períodos mais ou menos longos e de quando em vez regressam.

Ainda assim, aquando de um reencontro acabamos por perceber, que guardamos delas mais do que inicialmente julgávamos. E se temos a felicidade de as reencontrar com tempo para permitirmos à memória que se vá libertando dos grilhões do esquecimento, e assim nos vá reavivando frases, imagens, cheiros, desenhos, sentimentos e momentos que sendo perfeitamente limitados no tempo, são eternos nas recordações, apercebemo-nos que, de facto, há gente que fica na história da gente.

Faz bem ouvir 'gosto de ti'. Faz bem ouvir 'gosto de ti' várias vezes. Faz bem ouvir. Aquece o coração. É igualmente gratificante dizer 'gosto de ti'.Ou 'tenho saudades tuas'. 'Não me esqueço de ti'. 'De cada vez que ouço a música ou o artista X, lembro-me de ti'.

Ainda que seja fruto do momento. Ainda que seja o resultado de uma carência pontual. Ainda que seja para massajar o ego. Ainda que seja o doce que está no congelador a que recorremos quando nos apetece um miminho extra. Ainda que seja só um flirt, um namorico e que nunca venha a ser um romance. Ou ainda mais: uma história de amor (e será que não o é?). Daquelas em que o amo-te não é apenas a conjugação pronominal reflexa do verbo amar no presente do indicativo na primeira pessoa do singular, mas antes uma afirmação de um gostar e de um querer maior, mais forte e melhor. Ainda que nunca venha a ser verdade, ainda que seja incapaz de o fazer porque não é o tempo certo, porque não é a situação indicada, porque as regras da sociedade não o permitem, porque a tua consciência te pesa, porque não pode ser a tua escolha, porque não te podes permitir sentir e agir em conformidade. Ainda que seja tudo isto ou que seja apenas nada.

Ainda assim, ter-te como companhia soube-me muito bem. Ontem como hoje.
E eu estou cá sempre (que puder e que queiras!)

domingo, 2 de outubro de 2011

sábado, 1 de outubro de 2011

Sábado

Hoje lembrei-me de como eram os sábados da minha infância. Levantar cedo. Ir ao mercado com os meus pais. O cheiro do peixe e das flores estão tão presente que o sinto ainda no ar. Depois, voltar para casa e mudar a roupa da cama, limpar o quarto que dividia com o meu irmão e pôr a mesa ou ajudar o meu pai a grelhar o peixe para o almoço. Ver televisão, almoçar e depois de almoço fazer nada! A meio da tarde ir andar de bicicleta. Ler um livro, dormir a sesta. Ao lanche comer crepes que a minha irmã mais velha fazia, barrados com doce. Ou polvilhados com açúcar e canela.

Depois quando entrei para os escuteiros os sábados passaram a ser diferentes. De manhã por casa (se não houvesse actividade no fim-de-semana ou trabalho na sede). Almoço e depois de almoço ir para a reunião. Por volta das 3 da tarde e sem hora para acabar. Foram quase 20 anos assim. E que bons anos! Grandes e gratas memórias. Recordo alguns episódios com muita emoção.

Mais recentemente os sábados eram dias de arrumações: mudar a roupa da cama, ir ao mercado, limpar a casa, pôr a máquina a lavar, estender e apanhar a roupa. Almoçar e acabar as limpezas. E por volta das cinco da tarde ir à pastelaria da esquina comprar bolos (E bons!!) e pão. Lanchar. E decidir o que se faria a seguir.

Dar um giro, passear, ver montras, jantar fora, ir a casa de alguém, ficar em casa e ver um filme...

Hoje é diferente. A situação é diferente. Conto só comigo. A casa não é minha. Não a hei-de sentir nunca como tal. Estou aqui de empréstimo, de passagem, por um tempo definido. De maneira que os sábados não sabem a nada. Tirando o facto de não ter de ir trabalhar, é um dia da semana que passa como os outros. Mas passa! E isso é bom. Porque no próximo fim-de-semana vou sair daqui e vou estar com amigos. Em Braga e no Porto. Não vou a casa dos meus pais, mas vou a casa de amigos, aquela família que temos a possibilidade de seleccionar. Até podem ser esquisitos na mesma, mas são os nossos amigos esquisitos. E a ordem das palavras não é arbitrária: os nossos amigos esquisitos. Mas antes disso, nossos amigos.