sexta-feira, 18 de novembro de 2011

(pausa)

O fim-de-semana tem trazido as interrupções. Os dias de descanso têm sido, em parte, os dias de desassossego, por te ter longe. Por saber de ti apenas por sms, telefone ou net. Contudo, saber-te bem, tranquila, descansada e a alimentares-te melhor do que por cá, dá-me paz, faz (quase!) valer a pena a distância.

É tão bom fazer planos contigo. Sabe bem ver que temos sintonia de ideias e de pensamentos em tanta coisa que ambos achamos importantes, e que nos pontos em que não estamos de desacordo, estamos dispostos a encontrar uma forma de entendimento que nos permita continuar a sonhar, e simultaneamente, começar a construir o sonho!

O fim-de-semana é mais uma etapa, nesta prova dura de emoções fortes e por vezes contraditórias. E eu sei que vamos superar mais este! Para depois termos uma segunda-feira boa, como as anteriores, e uma semana em que vamos ser capazes de encontrar os nossos momentos, os nossos espaços que ambos queremos, precisamos e desejamos.

O tempo está a correr a nosso favor: cada dia que passa e que somos capazes de, juntos, vencer os desafios que nos colocam, é mais um pedaço do muro, da fortaleza que queremos ser e que já vamos sendo. Independentemente do resto, tu e eu já somos um nós. E eu gosto muito do que nós somos.

E quero ser mais. E melhor.
Contigo!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sms

Ontem de manhã, no percurso até ao trabalho percorri uma estrada à beira rio, que me ofereceu uma paisagem deslumbrante de sol morno, de montanhas estremunhadas e de rio quase parado com o peso dos bancos de nevoeiro e nuvens de algodão em rama que dele saíam em direcção ao céu.

Ontem de manhã, a sentir uma felicidade mais pura de menino pequenino, em paz com o mundo, num momento de comunhão comigo e contigo, resolvi pegar no telefone, e enviar um sms que dizia mais ou menos isto: "Bom dia! Que o sol de hoje, ilumine o teu dia!" E despedia-me com beijinhos.

Posso garantir-vos que sendo ainda cedo, na manhã (ainda n eram 8h30) recebi resposta de todas as pessoas para as quais enviei a mensagem. Que algumas me agradeceram, outras estranharam, mas em todas, consegui sentir que de alguma forma, um gesto tão simples, fez com que começassem o dia de uma forma diferente, e quero acreditar que diferente para melhor! É estranho o como nós somos pequeninos e miudinhos! É estranho quando começamos a estranhar o facto de alguém se aproximar de nós desinteressadamente. É assustador pensar que uma coisa tão simples como uma mensagem de telemóvel tem a capacidade de nos mudar a disposição, o estado de espírito e pode ajudar alguém a construir algo de melhor. De diferente, de positivo.

Ontem mudei o dia de algumas pessoas, e sentir esse poder é fantástico.
Principalmente, porque prova o que eu já sabia: são os pequenos gestos que fazem grandes diferenças!

"vendo amor em pó"

Depois da foto, o texto.
Perguntaste-me porque tinha colocado a foto, logo ontem. Porque escolhi aquela entre todas as outras, se tinha tantas para colocar. Disse-te que gosto da foto o que é verdade. Que gosto das cores da parede e gosto das palavras pintadas na parede por um qualquer spray preto. Embora as palavras não façam lá muito sentido.

Ninguém vende amor. O amor ou se dá ou se recebe. Não se vende nem se compra. E quem julga que vende e compra amor, vai dar conta, mais cedo ou mais tarde, que se enganou ou que foi enganado (ou ambas!).

Amor em pó. Lembra-me aquela loja de bolos Amor aos Pedaços e bolos, claro, são coisas boas e doces como o amor.

Amor em pó, as cinzas do amor ou o que resto do Amor que houve e que se desvaneceu como as cores de uma parede exposta ao sol inclemente do Verão.

Vendo Amor em Pó. O pó do amor? Não. O amor não deixa pó. O pó é leve, pouco pesa. Poucas marcas deixa. E basta sacudirmos que o pó cai. Em casos mais exigentes, lavamo-nos para retirar o peso do pó. O incómodo que ele nos provoca. A forma como ele se cola ao pescoço e às marcas da pele e nos marca os punhos e as golas das camisas. O amor deixa marcas bem mais fundas do que as provocadas pelo acumular do pó. Pelo sim, pelo não, o mais avisado será não deixar que o pó assente sobre o amor.

Assim como assim, o amor é para ser vivido. Mais do contemplado. Mais do desejado e querido. Mais do que suspirado pelos cantos de um caderno velho de páginas amarelecidas pelo tempo ou pelos nomes grafitados a spray pela calada da noite numa qualquer parede ou muro apanhada desprevenida. Mais do que pelos bits e bytes de um qualquer blog electrónico.

A foto, só a publiquei porque me deu prazer tirá-la: encontrar escrito numa parede uma frase singular com sentidos múltiplos, dúbios e que podem traduzir o que dela se quiser. No fundo, são só palavras combinadas de uma forma curiosa.

O amor é só para ser vivido.
Como se de uma trip de um outro pó qualquer se tratasse.
E o amor é uma droga tão boa!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

click! #9

sem legenda

Yesterday

Monday was yesterday.
And yesterday, all things considered, was a great day. We were together the whole day. Sure it was a bit tiring going back and forth but you make everything worthwhile. To have the possibility to be near you, to hold you close, to talk, listen, see, smile, kiss, hug, play, make fun, and just to BE with you is amazing.

Because you are. You're truly amazing. It's a shame you can't see yourself this way. Everytime you look in the mirror you always find some flaws to get you down. And it doesn't have to be that way! If only you could see yourself the way I do; you'd be dazzled by the beauty, the brightness of your smile, the deep look in your eyes and the funny and spirited side that you have inside you.

It scares the hell out of me to see that you, a strong woman, can so easily be left in doubt. Allow others to make you feel insecure in such a easy way. I want you to be able to make your own decisions. And to live accordingly! You can say one thing and do the oposite. But that won't bring you any good, relief, peace or tranquility.

I'm here. Like I've always been. And I'm not going anywhere. (bot just now, that is!)
If you mind is made, don't let others get in between. Trust yourself.

Chuva&Frio - Constipações e Gripes, Lda

Espirros: check!
Nariz tapado: check!
Olhos pesados: check
Dores de garganta: check!
Estado semifebril: check!
Ranhoca: check!

Ora pronto! Começou a época!
Mais um ano mais uma constipaçãozita para assinalar no menú das doenças, maleitas e enfermidades!

Valha-me o Sto. Ben-U-Ron! E o chá de cidreira com mel, o calor de uns lençóis de flanela, os chinelos para não andar descalço no chão frio de casa, os banhos quentes para libertar a expectoração, a canja de galinha, o xarope de cenoura feito de um dia para o outro e juízo na cabeça para não ficar de tronco nu em sítios frios e/ou com correntes de ar, como por exemplo, a casa de banho fria, à saída do duche.

"Esdou um dapo consdipado!"

domingo, 13 de novembro de 2011

Do ser

Ser porque sim. Ser porque se existe. Porque existe em nós um sopro de vida, uma chama de fogo que nos anima. Porque temos cá dentro do corpo uma alma que se agita, inquieta e que, sendo eternamente insatisfeita, nos obriga a mudar, a desincrustar o que cá dentro se foi alojando e ganhando camadas sucessivas de sedimentos até se transformar em rocha. E em peso. Morto. Que é urgente e necessário retirar, sob pena de com ele irmos ao fundo.

O ser, o existir, é relativamente simples para um pequeno grupo de pessoas e algo de extremamente complicado para a esmagadora maioria das pessoas. Senão vejamos: a quantidade de pessoas que se diz feliz, é muito menor do que a quantidade de pessoas, que quando questionadas se estão bem respondem: "vai-se andando" ou "está tudo mais ou menos" ou ainda "quando assim, nunca pior!". Esta atitude de viver a vida de uma forma pequenina, envergonhada, comezinha, com receio de nos dizermos felizes, com medo que a nossa felicidade choque com o sofrimento dos outros é tão errada!

Temos uma sociedade que gosta de quem sofre e se afasta de quem é feliz.
Sim. É verdade!

Na actualidade as pessoas abeiram-se mais de quem sofre do que de quem é feliz. E não é para ajudar. Não é por serem movidas por um espírito solidário e fraterno. Na maioria dos casos é para se sentirem melhor. Ouvem os problemas dos outros, para porem os seus em perspectiva e com isso sentirem-se um pouco menos mal, como quem diz: "ainda eu acho que estou mal! Aquela/e é que tem motivos de queixa." E vão-se conformando com a sua vidinha que! afinal,-não-é-assim-tão-má-como-parece-comparada-com-a-vida-de-outros-que-por-aí-andam.". Não resolvem nenhum dos problemas ou situações que lhes trazem sofrimento, vivem atascados na m**da até às orelhas, mas gostam. Porque mudar, fazer alguma coisa por nós mesmo implica esforço. Implica aprendizagem e sim, implica alguma dor e sofrimento. Confrontarmo-nos ao espelho traz por vezes reflexos de nós que nos incomodam. Que nos deixam ver quão vazios estamos daquilo que é fundamental.

Usamos os outros e os seus problemas para nos desculparmos da inépcia relativamente a nós e aos nossos próprios problemas. Achamos que estamos mais ou menos, esquecendo-nos que podemos estar muito melhor. Podemos estar mesmo bem. Não todos os dias. Não todas as horas, mas a maior parte do nosso tempo.

Daí que diga que quero ser mais e melhor. Eu sei que nem sempre consigo. Eu sei que muitas vezes magoo quem está por perto. Tenho consciência disso. Mas o errar não faz de mim pior ser humano. Faz de mim, ser humano. Só isso. E quem nunca errou, que atire a primeira pedra. Quem não conhece o erro, não conhece a sensação de ser perdoado pelo erro cometido. Quem nunca falhou, não conhece a felicidade de acertar, de fazer as coisas bem.

O melhor do erro, é termos a oportunidade de repará-lo. E de aprender com ele.

sábado, 12 de novembro de 2011

Mais uma volta, mais uma viagem. É entrar senhores, é entrar!

E vai mais uma voltinha.

E de cada vez é diferente. Desta vez, ainda não acabei de me sentar e antes de ter tempo de pôr o cinto, já a montanha russa vai disparada, rumo não sei bem onde. Felizmente que não estou sozinho. É que na carruagem da frente ia outra pessoa que também foi surpreendida pelo arrancar dos carrinhos. De tal maneira que saltou do seu lugar e aterrou aqui ao meu lado. E agora é uma confusão de cintos e de seguranças que é preciso, encontrar, trocar, apertar e afivelar, porque se a subida é rápida, a descida e restante percurso poderá ser mesmo muito rápida, com curvas apertadas, loops e é necessário ter seguranças para que ninguém saia projetado ou se magoe.

Por mim, estou a fazer os possíveis para te segurar, sem te magoar, sem apertar demasiado, sem deixar marcas ou feridas. Só te quero segura e tranquila. Sim, eu sei que tranquilidade na montanha russa não é muito fácil, mas também sei que, tal como eu, mesmo cheia de medo, queres ir até ao fim para ver como é. Sim, ainda não estou bem preso ao carrinho. Tenho medo de cair. Tenho medo, mas isso não me impede de prosseguir. Embarquei sem saber no que me ia acontecer, mas a vida é mesmo assim. Inesperada. E fazer planos para o futuro é giro, mas na verdade o que importa é este momento. É o agora. Este instante. Por isso se chama Presente. Tal como o que se dá ou recebe nas ocasiões especiais como os aniversários ou o Natal. É uma dádiva poder viver o Presente contigo. Sendo que estar contigo é sem dúvida, o melhor presente que alguma vez tive.

Espero que sejamos capazes de guardar o Presente que somos um para o outro e que tenhamos a capacidade de não o tornar passado. Quer dizer, se tiver de ser passado, que seja bem passado! :)

click! #8

banco mais próximo do céu.