sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Feriado

Foi ontem, mas bem que podia ser novamente hoje.
Não pela ausência da obrigação de ir trabalhar, mas pelo prazer que me dá partilhar dias contigo. Pela simplicidade e facilidade que sinto possível e tão real! quando estamos juntos. Passear por sítios novos, descobrir locais de cortar a respiração, viver experiências, partilhar cumplicidades, desejos e sonhos. Conversar. Conversar muito. E sentir que, por vezes, se diz mais com um gesto, com um olhar, do que com todas as palavras do mundo.

Repetir até à exaustão os planos de sempre, mas sentir que se vão dando passos para concretizar esses planos faz-me sentir que estamos a caminhar na direcção certa. Que este é, sem sombra de dúvida o nosso caminho, o nosso tempo, e que poderá ser, muito provavelmente é, a nossa vida. Nos feriados. Mas também nos dias de semana, e nos fins-de-semana. E nas férias. E nos dias de chuva. E nos dias de tempestade.

Porque somos mais do que um feriado ocasional. Somos todos os dias. O dia todo.
Sim, e a noite também! ;)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Se cuidas de mim, eu cuido de ti também.

E isso é a essência do gostar.

Do sentir que somos importantes para o outro, mais do que dizem as palavras.

De percebermos que apesar de termos de ser (necessariamente!) a nossa prioridade, precisamos que o outro se sinta bem, para que nós possamos estar melhor.

E sentir que existe sintonia, que funcionamos no mesmo comprimento de onda e que estamos cá um para o outro é simplesmente perfeito. Mesmo que aqui e ali a antena perca o sinal de emissão e apareça um bocadinho de ruído, de estática a perturbar a compreensão da mensagem. Mesmo que de vez em quando nos percamos no meio de tanta informação, de tanto querer e gostar. Ainda que, por vezes, pareça difícil lidar com tanto gostar, com tanto querer, com tanto Amor.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

E se, de repente...

As coisas mudarem?
Sem contar, inesperadamente e sem que se tenha feito alguma coisa para isso, a atitude que outros têm perante ti mudar, sem que te tenhas dado conta que tenhas feito algo que o justifique?

Não tenho de entender, eu sei. Mas era mais fácil. Não tenho de saber o porquê, mas gostava! Se não souber onde estou a falhar, não tenho como melhorar. Respeito a opção dos outros, mas gostava de tentar entender onde falhei.

O charco a que cheguei com tanta esperança no início do ano, está a transformar-se numa poça de água suja e lamacenta onde gosto, hoje, um pouco menos de estar. Tem coisas positivas? Certamente! E é a esses aspectos positivos que me agarro 'com unhas e dentes' para me manter à tona das águas sujas e lamacentas que estão a tomar conta do charco.

Vou tratar de decantar as águas para que voltem a ser limpas e cristalinas!
Sugestões, alguém tem?

domingo, 4 de dezembro de 2011

O tempo

O tempo é um conceito muito relativo. Às vezes corre lento, outras anda rápido. Dizem que o tempo tem tempo. Que quem apressa a vida, atrasa a felicidade. Que o tempo cura tudo. Que tudo a seu tempo. Que tempo é dinheiro. Que o tempo ajuda a esquecer e a consertar o que está avariado ou estragado.

Para mim, o tempo resume-se ao existir. Por muitos livros, por muitos relatos que existam escritos, gravados com som e/ou imagem. Mesmo o que se encontra nas mediatecas, nas videotecas, só existe enquanto eu existir. Quando morrer, mesmo que esses registos continuem a existir, a mim pouca diferença me farão. Estarei morto. Não enterrado. Quero ser cremado. E que deitem fora as minhas cinzas. Do alto de uma qualquer serra. Pode ser que das minhas cinzas algo de bom nasça. Uma flor ou uma folhinha de erva. Ou um cogumelo! Qualquer coisa de mais simples, logo, melhor do que o que sou hoje. Este sapo feio e verde que habita em mim. Que não gosta de se ver ao espelho do charco onde habita. Que por mais que o beijem, não consegue ser um verdadeiro príncipe. Não tem cavalo branco. Nem escudo ou lança. Nem espada ou armadura.

Dava jeito que o beijo, para além de mudar o aspecto do sapo, mudasse também o feitio, a maneira de ser.
O tempo (lá está!) encarrega-se disso. Devagar, devagarinho, o tempo vai-me ensinando que aspectos são de manter e quais os que têm de ser polidos, aprimorados, burilados, para que fiquem não só com melhor cara mas também menos agrestes ao contacto.

Um mês é muito pouco tempo, estamos de acordo?
Depende. Um mês de vida num doente em fase terminal (Estranho como sempre achei curiosa esta expressão! Como se fossem só as pessoas portadoras de alguma doença incurável os que se encontram em fase terminal! A vida é ela própria uma doença de prognóstico reservado. E esta doença tem cura. Chama-se morte!), mas dizia eu, um mês de vida num doente em fase terminal pode ser considerado pouco tempo. Mas e a paz de se saber, ainda que aproximadamente, quando se vai deixar esta vida?

Um bebé com um mês de vida, já está um bocadinho diferente do dia em que nasceu. Maior, mais pesado. E os bebés com um mês de vida precisam de que olhem por eles. Que os alimentem, que lhes mudem a fralda, que lhes dêem banho, que os vistam. Que os aconcheguem, lhes aturem as birras, que lhes dêem colo e mimos. Que amparem nas noites mal dormidas. Que acarinhem e tratem bem. Que o levem ao médico e às consultas do peso e às vacinas...

Não se deixa morrer um bebé. Especialmente um bebé de um mês. Tudo farei para que haja tempo de vida para este bebé. Afinal, ele não surgiu de geração espontânea. Não foi planeado? Não! Mas está cá e agora tem de se tratar dele, de lhe dar as oportunidades todas que ele precisar para vingar, crescer forte, saudável e tornar-se no mais importante das nossas vidas.

Porque é(s) assim: o mais importante das nossas vidas!

click! #12

Quando nos sentimos emparedados, o único caminho é para cima!

Desancorar por dentro quem se amou

Não é tarefa fácil. Até porque amar alguém, em algum ponto da nossa vida, cria alterações em nós mesmos. De tal maneira que, já me aconteceu questionar-me porque deixei de fazer isto ou aquilo, ou porque deixei de estar com pessoas amigas, ou ainda porque mudei os meus hábitos e quem sou. Para todas as questões a mesma resposta: porque nalgum momento achei que era importante para a relação que deixasse de ser, fazer ou estar.

Não me arrependo de nada. Só do que não fiz. Do que fiz e faço, tento manter uma perspectiva de aprendizagem constante independentemente das consequências serem mais ou menos agradáveis. Não poucas vezes dou por mim a valorizar mais as consequências negativas, as dificuldades e os problemas do que as consequências positivas. O que não implica esforço, o que não nos custa temos tendência a não dar valor.

Desatar laços, cortar amarras, virar a página, encerrar um capítulo da vida, terminar uma relação leva-nos a descobrir em nós mesmos, novos aspectos da nossa maneira de ser que sempre estiveram lá, mas que nem sempre fomos/somos capazes de ver. Da mesma forma, também descobrimos no outro com quem partilhamos tanto tempo da nossa vida, aspectos, facetas, atitudes e comportamentos que não tínhamos visto (ou não quisemos ver!) por aquele prisma.

Não sou daquelas pessoas que quando termina uma relação queima as cartas, devolve os presentes recebidos, destrói fotografias, deita coisas para o lixo, e afins. Tenho guardadas numa caixa cartas, bilhetes, fotos, recados, pequenos nadas que já foram muito. Não consigo apagar pessoas da minha vida, pelo simples facto que se fizesse isso, estaria a apagar o período correspondente que estive com essas pessoas da minha história. E eu preciso de sentir que fiz caminho. Que vivi, senti e experimentei. Que amei e fui amado. Que construí memórias e que fui feliz.

Terminar uma relação implica pegar no que resta de nós, juntar os fragmentos do nosso amor-próprio, do que resta da nossa auto-estima e sair porta fora. Levar connosco o que sobrou. O que o outro e nós mesmos fomos capazes de preservar, de manter.

O resto, as coisas que se juntaram, que se foram colecionando, amontoando e que em muitas casos constituem tanta bagagem que só de pensar em carregar tudo, nos parece mais fácil ir ficando como se está, são coisas. E as coisas não são importantes, por muito que tenham custado, por difícil e injusta que seja a divisão dos tarecos. Por irracionais que as pessoas se tornem quando por incapacidade de lidar com a frustração ou rejeição pretendem correr com o outro para fora da sua vida. Haja a presença de espírito para que, pelo menos uma das partes, se mantenha calma, tranquila e ponderada.

Acredito que as pessoas que se cruzam na nossa vida estão lá por uma razão. Por um motivo. Mesmo que agora não seja capaz de o perceber, de ver isso, creio que serei capaz de perceber o porquê mais tarde. E se não o perceber, paciência. Também não vem mal ao mundo.

Acredito que foi preciso passar por tudo o que passei até agora, para poder ir aprendendo a dar valor às pessoas que tenho na minha vida no momento. E que tenho de agradecer por TUDO o que tive oportunidade de viver, de fazer, de ser e de experimentar e que me tornou o que hoje sou. Não que me ache alguém de extraordinariamente bom ou de positivo, mas pelo menos vou-me conhecendo um pouco mais e melhor. E esse é o objectivo: mais e melhor!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Frases tuas #1

"Quando tu nasceste, já eu fazia cocó duro!"

Foi das primeiras coisas que me disseste quando começamos a conversar sobre cada um de nós. Ri-me, claro! Não sabia que fazer cocó duro era sinal de "status". Muito menos que isso pudesse ser usado com orgulho e galhardia!! Mas pensando bem, à quantidade de porcaria que faz quem nos tem governado...

Sempre disseste esta frase, referindo-te à nossa pequena diferença de idades. Mas como se fosse para ti um orgulho o seres um pouquinho mais velha do que eu. Velha, não! Experiente! Experiente, não! Vivida! Eh pá... Vivida pode ter outro tipo de conotações... Gasta?! Usada?! Experimentada?! Acho que qualquer palavra que procure é passível de ser mal interpretada. Assim sendo, vou avançar. :D

Na verdade, não é por fazeres cocó duro há mais tempo que gosto de ti. Bem vistas as coisas, só gosto da frase porque me  lembro sempre da tua expressão quando a disseste. Faz parte da nossa história!

Olha, lembras-te disto?


Break!

3 dias sem escrever.
Parecia-me menos. Sim, que se conseguir acabar de escrever este post e publicá-lo antes da meia-noite, tecnicamente, serão apenas dois dias sem publicar. Não que haja obrigação ou compromisso. Não houve, há ou haverá.

Motivos para não ter escrito nestes dois dias? Só há um: chama-se viver!

Viver ao vivo e a cores, experimentando sítios, visitando locais. Travando conhecimento com cheiros, gostos, cores, formas, sabores. Viver a sentir o frio nas mãos e nos pés gelados, o vento na cara, o calor tímido do sol nestes dias de temperaturas de um só dígito. Viver com uma chávena de chá quente nas mãos, para afastar a sensação de "frescura" que paira no interior da boca.

Viver a companhia de alguém que é (muito!) amado, querido, desejado e acarinhado. Alguém com quem um monte de coisas (algumas novas!) fazem TODO o sentido. Alguém que mora comigo, no coração e na nova casa de janelas verdes. Na casa onde quero viver todos os dias. Onde quero acordar e adormecer. De preferência contigo nos braços.