É bom. Seguindo a regra dos três P's: pouco, pequeno e possível. Sabe bem ir planeando coisas a curto prazo e mais importante que planeá-las ver que os planos se vão concretizando aos poucos. Lentamente. Não há pressa. Não há urgência. Só de viver. Só é urgente viver e construir hoje o futuro. Com recordações que nos façam ter vontade de viver ainda mais no futuro, já que o passado criou boas memórias.
Planear quatro dias de evasão, criar um roteiro, arranjar alojamento e preparar para todas as emoções que a fuga nos pode proporcionar é já experimentar antecipadamente a sensação de liberdade que associo a férias, despreocupação, sem horários, sem rotinas. Quatro dias de descoberta de sítios, gentes, hábitos e culturas e de redescoberta daquilo que conta e que enche o coração de alegria e felicidade: cumplicidade, carinho, aventura, partilha, surpresa(s)!!! e mais, muito mais que me dás e que te dou, às vezes mesmo sem dar conta. Gosto de sentir que estamos a criar um tempo e um espaço onde nada mais conta senão tu e eu, senão nós: este nós feito de dois que somos um só!
Sentir que ambos temos vontade de mais! Não tem preço! E ainda bem! :))
Nota: reserva feita, percurso alinhavado. O resto vem com a vontade que tivermos da descoberta.
sábado, 21 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Casa a arder
Há um sítio na rede chamado the burning house em que através de uma fotografia somos desafiados a mostrar ao mundo o que levaríamos connosco se estivéssemos perante um incêndio em nossa casa. Não participei no site com nenhuma foto, porque sendo um sapo, tenho alguma dificuldade em imaginar o meu charco a arder... ainda se fosse a evaporar...
Ainda assim, decidi levar esta ideia adiante e eis-me aqui a fazer a minha fotografia escrita (passo a redundância) do que levaria da minha hipotética casa, se nela deflagrasse um incêndio:
- a lobita (e se não conseguisse trazer mais nada, teria trazido o bem maior, o que mais falta me faz e melhor me complementa!)
- carteira com documentos
- portátil
- máquina fotográfica
- disco externo
- telemóvel
- os guias de viagem das férias que estamos a planear
-chave do carro
-as sapatilhas merrel (as primeiras e únicas que comprei e que adoro!)
(Nota: Já cheira a queimado na cozinha, mas ainda não há labaredas...)
Ainda assim, decidi levar esta ideia adiante e eis-me aqui a fazer a minha fotografia escrita (passo a redundância) do que levaria da minha hipotética casa, se nela deflagrasse um incêndio:
- a lobita (e se não conseguisse trazer mais nada, teria trazido o bem maior, o que mais falta me faz e melhor me complementa!)
- carteira com documentos
- portátil
- máquina fotográfica
- disco externo
- telemóvel
- os guias de viagem das férias que estamos a planear
-chave do carro
-as sapatilhas merrel (as primeiras e únicas que comprei e que adoro!)
(Nota: Já cheira a queimado na cozinha, mas ainda não há labaredas...)
A Nordeste, nada de novo
Está frio. E chuva (o que não é uma novidade muito nova, já que chove praticamente há duas semanas!). A paisagem, agora um pouco mais verde e florida, continua bonita. Ainda há sítios para descobrir nos arredores e para lá deles. Estamos a planear as férias de Verão e há alguma vontade! Principalmente de ir. De voltar, nem tanto. Os planos vão sendo feitos no final do dia, com os guias numa mão, um caderno e uma caneta na outra. (vantagens: tenho praticado muito a leitura e tradução do inglês! desvantagem: para onde estamos a pensar ir, não se fala inglês! :p) Élace!
Este fds faço retiro. A lobita foi até ao covil e deixou-me com os meu pensamentos incoerentes, enviesados, desenquadrados e atípicos. Vai ser um fim-de-semana interessante. Ouvir as diferentes ideias que tenho dentro de mim, ouvir as partes e construir mais um pouco do todo que sou e que quero ser. Ou então dormir. Profundamente. (será possível dormir três dias consecutivos, sem ajudas de químicos?) Dava jeito poder renovar o espírito para o que falta deste terceiro período lectivo e para as cargas de trabalhos que se avizinham. Com um pouco de sorte, o voltar a escrever aqui vai fazer a sua magia e ajudar-me a ser um pouco mais ponderado e menos impulsivo. Se calhar esta terapia é a chave para me acalmar a inconstância.
Se for assim, tanto melhor!
Este fds faço retiro. A lobita foi até ao covil e deixou-me com os meu pensamentos incoerentes, enviesados, desenquadrados e atípicos. Vai ser um fim-de-semana interessante. Ouvir as diferentes ideias que tenho dentro de mim, ouvir as partes e construir mais um pouco do todo que sou e que quero ser. Ou então dormir. Profundamente. (será possível dormir três dias consecutivos, sem ajudas de químicos?) Dava jeito poder renovar o espírito para o que falta deste terceiro período lectivo e para as cargas de trabalhos que se avizinham. Com um pouco de sorte, o voltar a escrever aqui vai fazer a sua magia e ajudar-me a ser um pouco mais ponderado e menos impulsivo. Se calhar esta terapia é a chave para me acalmar a inconstância.
Se for assim, tanto melhor!
Voltar, viver, viajar
Voltar às rotinas do dia-a-dia nem sempre é tarefa fácil. Regressei da interrupção lectiva ao trabalho há duas semanas. Se juntar uma semana de interrupção em que pouco ou nada fiz, dá três semanas sem escrever. Por estranho que pareça, sinto que não tenho assunto. Embora, ao ouvir determinadas notícias ou em conversa com outras pessoas me lembre "isto dava um bom tema para um post".
Mas depois passa. Depois, dá-me preguiça de ligar o computador, sentar-me e deixar fluir o que quer que seja para as pontas dos dedos e deles para as letras arrumadas nesta desordem que é o teclado do pc, e que, à força de tanto o usar, estão quase memorizadas na cabeça (dos dedos!). As letras vão surgindo na caixa de texto do blogger, formando palavras, e as palavras frases. Das frases fazem-se parágrafos e com alguma sorte, dos parágrafos faz-se uma espécie de texto que espelha qualquer coisa minimamente coerente.
Não me tem apetecido escrever. Ando preguiçoso. Ando mole e com pouca vontade de escrever. O cansaço do ano lectivo está a querer apoderar-se de mim. Por outro lado, ando a ler um guia de viagem de umas regiões de Espanha e de França onde pretendo ir este Agosto. E sim, tem sido interessante descobrir alguns aspectos de países e de culturas diferentes. Melhor será viver a experiência de viajar.
Não conheço ninguém que não goste de viajar. Pessoalmente, tento fazê-lo sempre que surgem oportunidades. Creio que só saindo do nosso meio, tomando contacto com outras formas de viver, de pensar, de estruturar a realidade, ganhamos novas perspectivas sobre a nossa própria vida, sobre a forma de entendermos os outros e de nos entendermos a nós mesmos.
Podemos até, com alguma sorte, apercebermo-nos da fortuna que temos em termos aquele trabalho, aquelas pessoas, aquela família, aquela casa, aquelas tralhas, aquele país, aqueles problemas na nossa vida.
Mas depois passa. Depois, dá-me preguiça de ligar o computador, sentar-me e deixar fluir o que quer que seja para as pontas dos dedos e deles para as letras arrumadas nesta desordem que é o teclado do pc, e que, à força de tanto o usar, estão quase memorizadas na cabeça (dos dedos!). As letras vão surgindo na caixa de texto do blogger, formando palavras, e as palavras frases. Das frases fazem-se parágrafos e com alguma sorte, dos parágrafos faz-se uma espécie de texto que espelha qualquer coisa minimamente coerente.
Não me tem apetecido escrever. Ando preguiçoso. Ando mole e com pouca vontade de escrever. O cansaço do ano lectivo está a querer apoderar-se de mim. Por outro lado, ando a ler um guia de viagem de umas regiões de Espanha e de França onde pretendo ir este Agosto. E sim, tem sido interessante descobrir alguns aspectos de países e de culturas diferentes. Melhor será viver a experiência de viajar.
Não conheço ninguém que não goste de viajar. Pessoalmente, tento fazê-lo sempre que surgem oportunidades. Creio que só saindo do nosso meio, tomando contacto com outras formas de viver, de pensar, de estruturar a realidade, ganhamos novas perspectivas sobre a nossa própria vida, sobre a forma de entendermos os outros e de nos entendermos a nós mesmos.
Podemos até, com alguma sorte, apercebermo-nos da fortuna que temos em termos aquele trabalho, aquelas pessoas, aquela família, aquela casa, aquelas tralhas, aquele país, aqueles problemas na nossa vida.
domingo, 1 de abril de 2012
Questionar? Sempre!
Porque nada é garantido. Porque a mudança é um estado permanente da nossa vida e por isso deve ser encarada como algo normal. Por mais "inconvenientes" que traga. Inconvenientes entre aspas, porque na verdade, só os achamos inconvenientes porque são algo diferente do que estávamos habituados e portanto, nos obrigam a alterar a maneira de estar, de lidar, de pensar (e até!) de ser.
Tomar as coisas ou as pessoas como certas, como garantidas é algo a evitar. No momento em que nos convencemos que algo ou alguém está garantido, é nesse preciso instante que o começamos a perder. Dinheiro não chega. Trabalho não chega. Ter família não chega. Ter amigos ou fazer novos amigos não chega. Amar alguém não chega. É preciso cuidar. Cuidar de tudo e de todos. Só se recebe se se der. Ser mais e melhor também passa por aqui. Por cuidarmos do outro. Por deixar que o outro cuide de nós.
Questionar, discutir, querer ouvir o outro, o que pensa, o que sente é para mim algo importante. Mesmo que para isso tenha de provocar o conflito. Mesmo que se digam coisas da boca para fora. Que nem se sentem, mas que na altura nos apetecesse dizer. Devem ser ditas.
É fácil gostar de pessoas doces, simpáticas, divertidas, bem-humoradas, inteligentes. Mas mesmo as pessoas doces, simpáticas, divertidas, bem-humoradas e inteligentes têm dias menos bons. E é nesses dias que o outro lado de nós emerge. É esse lado que preciso de conhecer. É conhecendo o lado menos bom que aprendo a gostar ainda mais de ti. É pelos teus defeitos que te quero amar. Que preciso de aprender a conhecer, para depois valorizar, ainda mais, o que de (muito) bom há em ti. E há tanto de bom em ti, meu amor! Por isso te questiono. Por isso quero saber. Porque és tu. Independentemente do que o lado menos bom trouxer contigo. És perfeita com defeitos.
Tomar as coisas ou as pessoas como certas, como garantidas é algo a evitar. No momento em que nos convencemos que algo ou alguém está garantido, é nesse preciso instante que o começamos a perder. Dinheiro não chega. Trabalho não chega. Ter família não chega. Ter amigos ou fazer novos amigos não chega. Amar alguém não chega. É preciso cuidar. Cuidar de tudo e de todos. Só se recebe se se der. Ser mais e melhor também passa por aqui. Por cuidarmos do outro. Por deixar que o outro cuide de nós.
Questionar, discutir, querer ouvir o outro, o que pensa, o que sente é para mim algo importante. Mesmo que para isso tenha de provocar o conflito. Mesmo que se digam coisas da boca para fora. Que nem se sentem, mas que na altura nos apetecesse dizer. Devem ser ditas.
É fácil gostar de pessoas doces, simpáticas, divertidas, bem-humoradas, inteligentes. Mas mesmo as pessoas doces, simpáticas, divertidas, bem-humoradas e inteligentes têm dias menos bons. E é nesses dias que o outro lado de nós emerge. É esse lado que preciso de conhecer. É conhecendo o lado menos bom que aprendo a gostar ainda mais de ti. É pelos teus defeitos que te quero amar. Que preciso de aprender a conhecer, para depois valorizar, ainda mais, o que de (muito) bom há em ti. E há tanto de bom em ti, meu amor! Por isso te questiono. Por isso quero saber. Porque és tu. Independentemente do que o lado menos bom trouxer contigo. És perfeita com defeitos.
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