É bom fazer planos!
Mesmo que seja para algo que só vai acontecer daqui a oito meses!
Fazer e concretizar contigo, os planos que fazemos juntos, os nossos planos, é fantástico, sabes?
Queres continuar a fazer planos para nós, comigo?
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Fim de ano
Vão começar a surgir os balanços do ano.
Este ano não me apetece fazer balanço. Não contem comigo para isso. A parte interessante do balanço é o ir de um lado ao outro. Como num baloiço. Ir para a frente e esticar as pernas e no voltar encolhê-las para ganhar mais balanço.
É este tipo de balanço que quero. Aquele balanço que embala e ajuda a dormir descansado. Como quando viajamos de carro ou autocarro. E nos deixamos embalar e adormecer pela viagem.
Por vezes, dou por mim a pensar que a vida é tão mais simples quando se é criança. E que é tão mais fácil viver quando se é pouco consciente do que nos rodeia e das consequências que podem resultar dos nossos actos. Sim eu sei que é um pau de dois bicos. mas por vezes, trocava de boa vontade.
O ano está a chegar ao fim. Se correu bem? Estamos vivos. Sobrevivemos. Venha o próximo. Mais um calendário carregadinho de surpresas e desafios.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
o melhor do mundo são as crianças
O meu sobrinho tem quatro anos. E esteve cá em casa dois dias das férias da escolinha dele. É um miúdo engraçado, bem disposto. Brinca às escondidas, com os carrinhos, canta e dança ao som das músicas infantis, corre e pula.
Num desses dias virou-se para a avó e disse-lhe: "Nas próximas férias venho para cá. E vou pegar numa faca e corto-te toda. Mas não me corto a mim!"
Dr Jekyll e Mr Hyde?!
Num desses dias virou-se para a avó e disse-lhe: "Nas próximas férias venho para cá. E vou pegar numa faca e corto-te toda. Mas não me corto a mim!"
Dr Jekyll e Mr Hyde?!
Natal
Este ano, não foi só o bacalhau a ficar de molho. Passei um Natal como nunca tinha passado antes: nas Urgências do hospital e desde que de lá vim, de cama. Durante o dia 24, a coisa ainda se foi aguentando. Durante a noite, foi um bocadinho pior. Não dormi nada, sempre a sonhar com o mesmo, febre e dores de garganta. Ontem de manhã lá fui ao hospital. Pois que é uma infecção aguda atípica. Portanto, antibiótico e ben-u-ron. E pronto! É isto.
Se o Natal correu bem? Pois correu. Sobrevivemos a mais um jantar de família sem que tenha havido danos de maior.
Agora é esperar que entre hoje e amanhã esta coisa se resolva para poder ir ter com a lobita que tenho saudades dela. Muitas.
Portanto, ainda que um pouco fora de tempo: Feliz Natal. E tudo, e tudo!
Se o Natal correu bem? Pois correu. Sobrevivemos a mais um jantar de família sem que tenha havido danos de maior.
Agora é esperar que entre hoje e amanhã esta coisa se resolva para poder ir ter com a lobita que tenho saudades dela. Muitas.
Portanto, ainda que um pouco fora de tempo: Feliz Natal. E tudo, e tudo!
domingo, 23 de dezembro de 2012
Música de Natal.
O David Fonseca tem uma tradição de gravar todos os anos por esta altura, uma versão sua de uma qualquer música desta época festiva de Natal. Este ano gravou uma versão de uma música de John Lennon chamada Happy Xmas (war is over). O video é este.
Há mais vídeos de outras músicas que ele gravou em anos anteriores.
Em 2011:
em 2009
em 2007
São só alguns. Eu gosto. Espero que gostem.
E já agora, um Bom Natal!
Há mais vídeos de outras músicas que ele gravou em anos anteriores.
Em 2011:
em 2007
São só alguns. Eu gosto. Espero que gostem.
E já agora, um Bom Natal!
Final do 1.º período
Terminou na 4.ª feira o primeiro momento de avaliação de alunos deste ano lectivo. Quer isto dizer, que pegando no dados obtidos pela observação das aulas, pelo registo dos trabalhos de casa, pelos registos da participação e do comportamento, pelos resultados obtidos nos testes de avaliação sumativa, pela postura, empenho, respeito pelo outro, pelas faltas de material e obviamente pelo comportamento, se fez a avaliação do que fizeram os alunos ao longo do primeiro período lectivo.
Este ano tenho seis turma, cerca de cento e quinze alunos. Já tive anos com mais turmas e mais alunos. Do que não tenho memória é de ter atribuido a tantos alunos num só período uma avaliação de nível um. Das seis turmas que tenho, apenas numa não atribui nível um a qualquer aluno.
Como é que se tem nível um? Ora bem, vejamos: não indo às aulas, com faltas injustificadas. Outra opção: ir às aulas, mas não realizar qualquer tarefa relacionada com a aula, nomeadamente, não passar nada do quadro, não fazer as actividades propostas, não participar na aula, não trazer livro e nos dias de teste, assinar o nome, escrever o número e a turma e esperar pacientemente pelo final da aula.
Certamente que haverá outras maneiras, mas estas são as mais comuns este ano lectivo. Tenho alunos que se dão ao desplante de entregar os testes em branco. E ainda se riem. E gabam-se junto dos colegas que não fizeram nada. Como se de um motivo de orgulho se tratasse. Alunos (eles e elas) para quem é totalmente indiferente ter oito, nove ou dez negativas. Até porque, segundo dizem, não se chumba no Natal nem na Páscoa.
Na aula de auto e heteroavaliação tenho por hábito, antes do preenchimento da ficha de autoavaliação de lhes transmitir a ideia que eles não estão a "pedir notas"; que devem autoavaliar-se não em função do que desejam mas em função do seu desempenho ao longo das aulas. Após o preenchimento das fichas de autoavaliação costumo falar com cada aluno, relativamente aos seus pontos fortes e menos fortes. Indicar possíveis sugestões sobre o que poderá ser feito por todos para melhorar o desempenho e consequentemente o resultado.
Tem sido frequente os alunos dizerem que nunca tinham feito uma auto e heteroavaliação desta forma. Tem sido frequente alunos ficarem surpreendidos com o que lhes digo no final de cada período relativamente à maneira como se comportam e agem nas aulas, a sua postura perante o estudo e o trabalho e a forma como se comportam perante os colegas e os professores.
A parte mais curiosa destas aulas é o silêncio que se gera na sala de aula porque todos querem saber o que tenho para lhes dizer. Não sobre a avaliação de Geografia. Sobre eles mesmos.
No fundo, parece-me que parte da solução dos problemas que os garotos apresentam na escola deriva da falta de orientação. Seja por parte dos pais, seja por parte de quem deles é responsável. Seja devido à influência (perniciosa?) dos meios de comunicação, com a televisão à cabeça, mas também à brutal quantidade de informação com que são (somos) bombardeados 24h por dia (e às vezes também à noite!).
Falta tempo e oportunidade para deixar os garotos crescer enquanto garotos.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Do fundo do poço
Cair num buraco, num poço não é agradável, nem simpático, nem bom, nem positivo. Mas também não tem de ser mau, uma desgraça, um descalabro. Volto a dizer que não é agradável. Não estou a fazer a defesa da situação, nem a tentar tornar confortável, algo que não o é. Claramente!
Chegar ao fundo do poço sendo algo, em si, pouco agradável tem pelo menos uma virtude: depois de se lá chegar só se pode subir. Até porque ficar no fundo do poço não é alternativa. Por mais que seja tentador ficar a observar o que nos rodeia, a água é fria e escura, não se passa lá nada.
E nós somos seres de luz e calor. É por isso que temos tendência para procurar a saída. A saída num poço, por mais distante que esteja, é fácil de identificar: é de lá que vem a luz, ainda que ténue do sol. Da lua e das estrelas. É por essa mesma abertura que nos podem lançar a corda ou a escada que nos permitirá mais facilmente, sair do poço.
Estar no fundo do poço, mergulhados na nossa pouca sorte, envolvidos nas situações que nos fizeram cair dentro dele, rodeados de paredes, incapazes de chegar à saída e sem ninguém para nos ajudar é complicado. Ter pessoas que nos atiram cordas, que nos pedem que a agarremos e deixarmo-nos ficar à espera de não se sabe bem o quê, é trágico.
Ter consciência de tudo isto e abandonarmo-nos a esta sorte é... nem sei bem o quê.
Chegar ao fundo do poço sendo algo, em si, pouco agradável tem pelo menos uma virtude: depois de se lá chegar só se pode subir. Até porque ficar no fundo do poço não é alternativa. Por mais que seja tentador ficar a observar o que nos rodeia, a água é fria e escura, não se passa lá nada.
E nós somos seres de luz e calor. É por isso que temos tendência para procurar a saída. A saída num poço, por mais distante que esteja, é fácil de identificar: é de lá que vem a luz, ainda que ténue do sol. Da lua e das estrelas. É por essa mesma abertura que nos podem lançar a corda ou a escada que nos permitirá mais facilmente, sair do poço.
Estar no fundo do poço, mergulhados na nossa pouca sorte, envolvidos nas situações que nos fizeram cair dentro dele, rodeados de paredes, incapazes de chegar à saída e sem ninguém para nos ajudar é complicado. Ter pessoas que nos atiram cordas, que nos pedem que a agarremos e deixarmo-nos ficar à espera de não se sabe bem o quê, é trágico.
Ter consciência de tudo isto e abandonarmo-nos a esta sorte é... nem sei bem o quê.
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