terça-feira, 29 de novembro de 2011

Saudades

Saudades de ti.
Saudades de estar contigo.
Saudades de te poder abraçar.
Saudades de sentir o toque da tua mão.
Saudades da leve pressão dos teus lábios nos meus.
Saudades de tocar-te a pele com a ponta dos dedos e provocar arrepios. De despertar desejos.
Saudades de te ver juntinho a mim, no carro, na cama, na banheira cheia de água e de conversarmos.
Saudades de te massajar as costas e assim te aliviar as dores, te deixar descontraída e relaxada e mais tu.
Saudades de te sussurrar ao ouvido com voz rouca (de emoção) que te amo e que és a mulher que toda a vida procurei.

E que encontrei, quando não estava à procura e até já pensava que te não iria encontrar nunca.
Mas nunca é uma palavra demasiado definitiva. E a vida teima em mostrar-nos que não há nunca, nem sempre nem certezas absolutas. E tu surgiste. E aqui estás. Aqui estamos. E que extraordinária viagem que tem sido esta nossa viagem!

Não tenho bilhete, destino ou percurso. Mas tenho companhia. E isso é o fundamental. A felicidade é possível de alcançar sozinho. Mas repartir a felicidade que se traz dentro com alguém que pretende fazer o mesmo connosco é uma outra forma de atingir o máximo de nós mesmos. Sem falsas expectativas. Que vamos ter momentos e situações menos boas. É inevitável!

Assim como é possível que as consigamos vencer se nos mantivermos, ambos, focados em algo maior do que o ego: no amor que somos e sentimos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sons! #2



Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
Eu guardo te bem
Se amarmos do princípio
Se perdermos tudo outra vez
Vou marcar-te bem
Como um sonho vão
Dentro da minha mão
Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Se vens em paz
Eu venho por bem
Se formos bebendo
O chão deste caminho
Vou guardar-te bem
Agora que sei
Que não vou sozinho
Há uma praia depois da sombra
Uma clareira p'ra iluminar
Há um abrigo no meio das ondas
Tu a caminho p'ra iluminar
Por isso vem...

click! #11

Somos a nossa fortaleza!

Redes sociais

O sapo tem uma página no facebook. Ultimamente o sapo pouco tem usado o facebook. Vai vendo as novidades, dando os parabéns, adicionando uma ou outra pessoa. O sapo gosta de fotografia e o facebook do sapo tem uns poucos de álbuns de fotografias.

Hoje vi pelo facebook este vídeo.
Muita gente a comentar. Que iam "desamigar-se" de algumas pessoas, que iam fazer uma limpeza étnica, ao melhor estilo conflito dos Balcãs, à lista de amizades do fb. Que era inadmissível ter pessoas na lista de "amigos" que nunca tinham comentado o que se publica, com quem nunca tinham interagido(?) na rede social, e patati, patatá...

Penso que será relativamente fácil fazer um video (está interessante e tem o mérito de pôr as pessoas a reflectir sobre as práticas relacionais, ainda que virtuais!) onde se exprima uma opinião e um ponto de vista. Não sei até que ponto será eficaz do ponto de vista da mudança de hábitos das pessoas. Porque ver o video e pensar "é isto mesmo! vou já eliminar este e aquela e mais o outro!" é uma coisa bem diferente de chegar à lista de amigos e eliminar mesmo as pessoas! Ou limitar o acesso ao que podem ver da nossa página. Parece que ficamos com alguma forma de sentimento de culpa (gosto muito pouco desta palavra!). Como se estivéssemos a defraudar as expectativas das pessoas a quem fizéssemos isso!

O conceito do facebook é interessante. Mas rapidamente descamba quando chama a todos os nossos contactos "amigos". Já nos aconteceu a todos receber um pedido de "amizade" de alguém e pensar "Ãh?! Quem? Este quer ser meu amigo/a? Antes rebentar-me uma veia na cabeça!!!" E aí, o vídeo toca na ferida: ou o conceito de amigo da esmagadora maioria de nós é muito muito relativo ou anda muita gente desesperada! Sempre me fez alguma confusão a rapidez com que as pessoas se chamam de amigos. Eu tenho amigos. Poucos. Mas os suficientes!

Tenho alguns amigos que fiam melindrados quando lhes digo que não são os meus amigos de todas as horas. Mas que são os amigos de muitas horas. Não o digo para chatear, para os fazer sentir mal ou para de alguma forma me salientar no meio deles. Digo porque é o que sinto. Se os meus amigos todos se juntassem, conseguiriam escrever toda a minha vida. (ou quase toda porque há coisas que nem a mim confesso!) Mas há amigos com quem gosto de estar mais numas situações e outros noutras. E isto não faz de mim melhor nem pior.

Tenho amigos indefectíveis. Daqueles que não viram as costas nem que eu mate a avó para vender os dentes de ouro. E esses são os que habitam comigo na minha reserva da vida privada. Que vão sabendo de tudo, embora nem sempre na altura em que as coisas acontecem. Que me levantam quando fui atropelado por uma manada em fúria. Levantam, cuidam de mim, ajudam a tratar das feridas e, no processo, me dão forte e feio na cabeça para ver se ganho juízo. E sim, estão no facebook. Mas não é por lá que interajo com eles. Não é por comentar o que escrevem ou publicam no fb que me sinto mais próximo deles.

Engraçado como as ferramentas de comunicação podem servir para nos afastarmos das pessoas e mantermos as pessoas afastadas de nós. Pôr um gosto ou um :) ou lol numa qualquer publicação, faz com que sintamos, que de certa forma, a nossa obrigação de contacto com aquela pessoa está cumprida. E isso é como desenhar uma linha, um limite que não queremos que seja ultrapassado. Isso ou pura e simplesmente deixar de comentar (seja de que forma for) o que pessoas que já foram importantes, mas que deixaram de o ser, fazem, escrevem, onde estiveram... Mas quem fala do facebook, fala dos telemóveis... Quem é que nunca deu graças por estar ao telemóvel quando se cruzou com alguém na rua com quem não quer falar? Ou pior: quem é que nunca fingiu estar ao telemóvel para evitar conversar com alguém?

Tchiiiiiii! tantos braços no ar! :D

domingo, 27 de novembro de 2011

Domingo à noite

Momento de balanço. 
Momento de pôr em perspectiva o que sucedeu nos últimos dias e mais uma vez o saldo é francamente positivo. Dois dias foras daqui a fazer caminho novo, na casa nova de janelas verdes. Dois dias a ser feliz. Completamente feliz. Dois dias sem ter de me preocupar com o quê, onde, a que horas, porquê, de que forma, o que é preciso, como se resolve, porque pura e simplesmente não houve motivos de tensão.

Dois dias de passeio, passeio e bom trato. É bom sair da rotina, estar com quem se gosta, conhecer algo de novo, sítios, monumentos, localidades e conhecer-te melhor em situações diferentes. É bom sentir-te tranquila e descansada. E feliz e sorridente e despreocupada e sem dores de cabeça, sejam elas quais forem. Sabe bem desligar a ficha e lançar-me em nós, na bolha, no nosso mar da tranquilidade em que tudo parece mais simples e fácil de resolver. É bom ver-te alimentar-te de tudo o que te faz falta: comida, paz, tranquilidade e calma, para mais facilmente poderes enfrentar o que ainda aí vem. 

Continuo a pensar que o pior, o mais difícil, já é passado. Que os desafios que se colocam agora são bem mais fáceis de resolver. Que no último mês se resolveu o mais difícil, o que mais sofrimento causava e que de mais difícil resolução parecia. Continuo a sentir que vale a pena apostar em nós. Que nada se alterou, para menos bom. Que temos uma margem de progressão imensa para o que pretendemos criar para nós. Que por mais difíceis que pareçam os obstáculos, acredito que nos colocam os obstáculos de acordo com a nossa capacidade de os superar. E que se chegamos (chegaste) até aqui, foi porque não somos um obstáculo na vida um do outro. Antes uma oportunidade de crescer. De sermos mais e melhor. De juntos sermos bem mais do que a soma de tu e eu.

Este é o caminho certo. 
Este é o caminho. 
És tu!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Casas

Sempre tive o sonho de comprar uma casa antiga, daquelas em que as paredes têm quase dois metros de espessura, com chão de soalho corrido, portas com bandeira, escadas de pedra no exterior gastas pelo uso escadas de madeira no interior. Tão usadas que ganharam a forma adoçada dos pés que as subiram e desceram.

Com quintal, porta de madeira, janelas de guilhotina, lareira de pedra e pias de pedra mármore, gastas pelo tempo e pelo uso.

Gosto de casas com história, de casas que foram vividas. Com lágrimas e sorrisos, com marcas de uso. E ultimamente dou por mim a gostar de uma casa em particular. Uma casa nova. Uma casa de janelas verdes e grandes. Lavadinhas. Transparentes. Que deixam ver o que lá vai dentro. Dou por mim a desejar habitar nesta casa. Morar nela. Ocupá-la. Entrar, (com licença!), e ir descobrindo os recantos, as divisões, os armários de parede, onde me posso esconder quando quero fugir do mundo. De ir conhecendo os cheiros e as cores das diferentes divisões. De ver as vistas que dela se alcançam. Subir ao sótão, chegar ao telhado. Abrir as janelas e as varandas, sentir o ar a circular pela casa, evitar que as portas batam com o vento. Varrer o pó, sacudir os tapetes, lavar as cortinas. Não quero mudar nada nesta casa. Fica tudo como está

Descer à cave. Procurar os segredos que nela se escondem. Arranjar um pouquinho de espaço para arrumar nela algumas das memórias que tenho. Um pouco do que fui e muito do que sou ainda.
Abrir as torneiras, sentir a água a jorrar da torneira e permitir que leve consigo, pelos canos, o que me deixa menos alegre, menos sorridente, menos feliz. Permitir que a casa seja uma oportunidade de continuar a mudar a minha vida, rumo ao objectivo que me propus, de ser mais e melhor.

Gosto desta casa nova!
Muito!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Do trabalho

Já aqui disse, e repito, que gosto do que faço.
Gosto de dar aulas, gosto de ensinar, de despertar curiosidade nos alunos, de os espicaçar, de estimular a sua criatividade, de os ver de olhos brilhantes e com expressões, de alguma forma, emocionadas, pelo que viram, pelo que aprenderam.

Vem isto a propósito de algumas cenas lamentáveis que têm ocorrido dentro e fora da escola em que alunas (!) se têm agredido fisicamente (sim, que as agressões verbais, são muito muito mais frequentes!), em que grassa o desinteresse pela escola e pelas actividades propostas para as aulas, sejam elas mais ou menos práticas.

É difícil saber o que fazer com os alunos, porquanto os alunos não sabem o que andam a fazer na escola, porque motivo têm de aprender conteúdos e matérias e interiorizar normas e regras de saber estar e fazer. Há muita falta de curiosidade, falta de vontade de aprender, de saber, de descobrir o porquê de algumas coisas. Os espíritos estão muito pouco inquietos, aceitam com passividade o que lhes é proposto. Quando não aceitam, não esboçam mais do que um tímido protesto. E mesmo quando o protesto é um pouco mais vigoroso não vão mais além: não há propostas, não têm alternativas, não sabem ou não querem saber.

É desmotivante lidar com pessoas assim. Principalmente com pessoas jovens, que têm hoje acesso a meios de informação e cultura poderosíssimos como a internet e todo o potencial de informação e conteúdos que disponibiliza, na sua maioria gratuitamente. Não deixa de ser curioso que a utilização que os alunos do 3.º ciclo fazem da internet e das TIC em geral não seja mais do que jogar, utilizar as redes sociais (msn, facebook), email, sites de partilha de ficheiros P2P, e muito pouco mais. A ideia de os alunos fazerem um trabalho de um qualquer tema, para uma qualquer disciplina é traduzido por eles como vai a um motor de busca, faz uma pesquisa, vê o primeiro resultado, selecciona, copia, cola num documento, muda o tipo de letra, junta duas figuras, diz que foste tu que o fizeste e entrega. Lembro-me de, no ano lectivo de 2008/2009 ter dado 0 (zero) à maioria dos alunos de uma turma de oitavo ano que tinha de fazer uns trabalhos individuais. Houve dois alunos que tiveram avaliação positiva.

Os miúdos até gostam da escola. Não gostam é daqueles bocados de 45 ou 90 minutos, que ocorrem dentro das salas, e a que se chama aulas. Os professores são uma seca, as aulas são uma seca, aprender é uma seca, a escola é uma seca. Mas não deixam de vir. Não deixam de aproveitar a internet wireless gratuita da escola; nem a electricidade com que carregam todos os aparelhos electrónicos possíveis e imaginários: pc's, telemóveis, mp3 e mp4, playstations e outras consolas, os preços mais baixos do bar da escola, nem o aquecimento.

Sim, eu sei. Estou a pintar o quadro demasiado negro. Mas quando há uma semana disse a uma turma, que na aula de 90 minutos da semana seguinte teriam de trazer o material resultante da pesquisa para fazer cartolinas sobre um conjunto de países que tinhamos estado a estudar; quando entro na sala no dia em que, tudo o que teriam a fazer seria fazer as colagens da cartolina, e me deparo com três dos seis grupos, sem qualquer tipo de material, e com as desculpas do costume (o cão comeu, está na pen, esqueci-me, foi o outro elemento que ficou de trazer e não trouxe) e se tem meia turma a olhar para o tecto... E quando isto acontece menos de duas semanas depois de na mesma turma lhes ter pedido para fazerem resumos que seriam analisados e completados e que serviriam para que estudassem para o teste de avaliação e não houve um único aluno que o tivesse feito...

Sim. A frustração instala-se. Não totalmente. Não é desânimo ou descrença, mas começa a faltar qualquer coisa que me faça ter vontade de preparar aulas diferentes e mais activas para os alunos. Os meninos queixam-se de falta de motivação. Eu chamo-lhe preguiça e falta de objectivos pessoais e de vida.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Amanheceres

O dia no charco amanheceu bonito.
O céu está vestido de azul e o sol resolveu engalanar-se do mais belo tom de luz e vai derramando sobre tudo à sua volta a claridade enquanto aquece as pedras, as árvores,os campos que cansados de chuva, parecem respirar um pouco melhor e vão libertando os seus humores sob a forma de vapor de água.

Assim quase que apetece saltar cedo da cama. Quase que dá vontade de acordar ainda de madrugada, vestir, preparar um lanchinho, colocar a mochila às costas e ir. Sim, a pé, claro! Ir descobrir percursos novos, novas paisagens e vistas.

Cansar o corpo para descansar a mente. Encontrar tempo para se encontrar a si mesmo. Ir andando e vendo e enquanto se anda e vê, vai-se vendo o que se traz por dentro que pesa, que faz frio e ter receios.

O dia amanheceu bonito e por ter amanhecido bonito cuidei que fosse mais fácil sentir-me assim também. E no entanto, o amanhecer bonito pouco tem a ver com o que decido sentir, experimentar e viver. O dia amanheceu bonito e mesmo que cá dentro esteja um pouco menos claro, um pouco mais nublado eu escolho sentir-me bem. Não bem de eufórico. Não bem de entusiasmado. Mas bem! Daquele bem que pode até não ser suficiente para me deixar com um sorriso de orelha a orelha, mas que é aquele bem que me deixa tranquilo. Porque o que preciso é de estar tranquilo. E de te passar essa tranquilidade, calma e segurança.

As apostas são altas, mas a recompensa é ainda mais elevada. E vale a pena arriscar. Vale a pena arriscar quando o que há a ganhar é tanto que apenas a perspectiva de isso acontecer nos submerge e deixa mergulhado num estado de alegria imensa.

Por isso, hoje o dia amanheceu bonito. E a luz do sol inspira-me tranquilidade.
Porque estou seguro do que sinto por ti.
Seguro do que sentes por mim.
E tranquilo!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

amigos

São aqueles que estão sempre connosco, mesmo que não estejamos com eles por meses. E se lhes ligamos no telefone, parece que ainda há pouco estivemos com eles!

São aqueles que se alegram connosco porque estamos alegres, que nos ouvem quando precisamos de alguém que se disponha a servir de muro das lamentações, mas que ao mesmo tempo, não nos passa as mãos pela cabeça, antes nos faz ouvir o que precisamos de ouvir, por muito duro e difícil que seja.

São os amigos em quem pensamos assim que pensamos em amigos. Ou em quem sabemos que podemos confiar qualquer coisa. QUALQUER coisa mesmo!

São aquelas pessoas que nos dizem: "podes fazer a maior burrice do mundo, a maior merda, que eu vou continuar a gostar de ti, e mesmo dando-te na cabeça, vou ser sempre teu amigo." e "estou sempre cá para ti!"

São imprescindíveis, inesquecíveis e surgem quando e de onde menos se espera. Sim, porque os amigos são aquele tipo de pessoas que estão por toda a parte, que não se distinguem por nenhuma característica física especial, porque o que os torna especiais, não é o aspecto exterior, mas sim o que nos dizem, e o bem que nos fazem sentir!