quarta-feira, 27 de março de 2013

PDI

Hoje foi dia de fazer a primeira sessão de fisioterapia. Nunca tinha feito nenhuma. Diagnóstico? Contraturas musculares. Do tamanho de uma casa. Electro-estimulação, ultrassons e uma carga de porrada como nunca tinha levado. E ainda por cima aplicada por uma moça novinha acabada de terminar o curso. Bem, estou melhor, mas acho que ainda é cedo para dizer. Tenho de respirar mais com o diafragma, contrair os abdominais quando faço algum tipo de exercício, andar direito e fazer os exercícios que a fisioterapeuta me ensinou.

Já fui comprar uma bola de ginástica (daquelas de pilates) para fazer os exercícios. Estou a ponderar aulas de ioga. E tenho MESMO de voltar à natação.

Era só. Vou para dentro!

domingo, 24 de março de 2013

Parte VI

Volta para casa. Pelo menos é que isso que parecia querer fazer, pela direcção que tomou quando saiu do café, fechando atrás de si a porta de vidro. É atraído pelo colorido de uma parede pejada de papéis e cartazes de eventos a ocorrer nos próximos dias. Curioso o boneco que ilustra o cartaz de um workshop de culinária a realizar nesse fim-de-semana. Sorri para o boneco e retoma o caminho para casa, passando os olhos nas letras gordas que enchem a manchete do jornal. Abeira-se da estrada e aproveitando uma aberta no trânsito atravessa a rua da forma que a sua mãe sempre lhe disse que não deveria fazer: correndo. Chega em segurança ao passeio do outro lado da rua. Entra na padaria. Compra uma broa de milho e seis pães de trigo pequenos. Agarra o saco de papel que colocaram sobre o balcão e paga a despesa.

Regressa a casa e depois de pousar o pão e o jornal e de retirar as pastilhas elásticas do bolso das calças dá uma volta pela casa levantando os estores e permitindo que temporariamente, o vento que entra pelas janelas viaje por todas as divisões, levantando pó e papéis e provocando o fecho da porta da casa de banho com um estrondo. Terminou a corrente de ar.

Procura o telefone e verifica se existem chamadas perdidas. Número privado. Seja quem for terá de ligar novamente. Não gosta de perder chamadas telefónicas. Na sua cabeça, haver alguém que tenha querido falar com ele e não ter atendido é algo que o perturba. Não que seja algo de extraordinário ou de inédito, mas não consegue esquecer aquela outra chamada telefónica que não atendeu. Bem antes de existirem telemóveis...

Agora

Deitado/sentado, com o pc nas pernas, a tentar aquecer os pés depois de ter chegado a casa de um jantar com amigos em Aveiro. Sabe bem estar com pessoas que, independentemente do período de tempo que passou desde a última vez que estivemos juntos, nos fazem sentir como se a última vez tivesse sido ontem. Quando cheguei, começou a chover e por isso, enquanto destrancava o portão e não, molhei-me. Não fiquei encharcado, mas bastante molhado e, por isso, arrefeci.

Dou conta que hoje não falei com a lobita antes de dormir. E não pensei que me fosse fazer toda a diferença que está a fazer. Mandei-lhe uma mensagem quando saí de Aveiro e outra quando aqui cheguei, mas não chega. Gosto de ouvir a voz dela, ensonada e meia rouca. E de lhe dizer e ouvir aquelas coisas que nos aquecem por dentro. Não te vejo desde 4.ª feira, apenas três dias e já parece tanto tempo. Mesmo sabendo que é já daqui a pouco, na verdade preferia que fosse já. Agora. De me meter na cama, junto a ti para aproveitar o quentinho. Já falta pouco, eu sei. Também sei que te amo.

Vou dormir. Mais logo vou ter contigo. Para ficarmos juntos uns dias seguidos, sem escola, sem trabalho, sem obrigações.
És o meu amor!

sexta-feira, 22 de março de 2013

De regresso à casa de partida

Ou quase. Vamos ver.

Game Over

No dia em que encaixarmos a última peça, em que se fizer ouvir o click! e tudo parecer estar no seu devido sítio, morremos. De facto ou no sentido figurado. Quando não houver nada mais para melhorar, para conquistar, para construir, para aperfeiçoar, para cuidar, quanto tudo parecer igual e sensaborão, estamos mortos. Quando os dias não tiverem baixos nem altos, gargalhadas nem choros, ironia ou sinceridade; quando se tornarem ínsípidos como um prato de sopa de hospital,  estarei morto. Coloquem-me então entre quatro tábuas simples, sem ornamentos, com pegas de corda natural e levem-me ao lume. Forte. Nada de branduras que quero arder depressa. Depressa. Uma vez em pó, deitem-me ao vento. Do cimo de uma qualquer montanha, deitem-me ao vento e deixem que seja ele a decidir onde poderei ser, outra vez. Mais uma vez.

Só mais uma vez, porque pode ser a última, deixa-me dormir abraçado a ti. Como na outra noite. Naquela cama estreita de colchão borbulhento que nos magoa as costas. Mais uma vez, só mais uma vez permite-se ser um contigo porque nenhuma me completou ainda como tu me completas. Mais uma vez. Só mais uma vez, permite que repouse sobre ti terminada a corrida. Mais uma vez deixa-me respirar o cheiro que se desprende da tua pele transpirada, do teu cabelo, limpar com os lábios a tua testa ornamentada com minúsculas gotas de suor causadas pelo cansaço do amor.

O amor cansa. É difícil o amor. Deixa-nos sem fôlego, quentes, suados e sem força. Esgota-nos o amor. E no entanto é a ele que regressamos sempre. Uma e outra vez. Porque nele julgamos que somos mais do que somos. Porque na loucura que nos provoca cremos ser melhores e mais capazes. O amor inflama. Deixa arder. Deixa-me arder em ti, meu amor.


Somos

O que queremos ser.
O que podemos ser.
O que achamos que devemos ser.
O que os outros pensam que devemos ser
O que a sociedade espera que nós sejamos.

Um pouco de tudo isto e muito mais
Nada disto.

Porque não somos o que gostaríamos de ser?

Somos formatados por um conjunto de valores. Esses valores são transmitidos pela família, pela escola, pelos nossos pares, pelos meios de comunicação, pela cultura (sendo que ela própria é uma criação nossa) pela religião, pelas normas legais.
Depois vem o resto. O conjunto dos processos a que se convencionou chamar pensamento. Que pode desconstruir todas estas normas e regras, subvertendo-as e criando uma realidade dita alternativa.

No fundo, o que acho que estou a tentar dizer é que andamos numa luta permanente entre o que nos dita a consciência e o que inconscientemente nos manda fazer/dizer/...er o subconsciente.

Sim. Isto agora está difícil.
Deve ser do adiantado da hora.
Desculpem lá qualquer coisinha...

quinta-feira, 21 de março de 2013

coisas que me apetece fazer

(a ordem é aleatória)

Desaparecer.
Viajar
Conhecer sítios novos
Fotografar
Comprar uma pão-de-forma e fazer uma viagem grande nela
Arranjar um cantinho para viver com a lobita
Ter um filho. (vá! 3 e não se fala mais nisso)
Ver o nascer do sol e o pôr do sol no topo de uma serra
Tomar banhos de rio
Acampar
Fazer uma atividade com os escuteiros novamente
Andar a pé durante 3/4 dias de mochila às costas e dar um novo valor à água quente, ao duche diário, à cama feita de lavado.
Dormir ao relento
Conversas à fogueira
Falar outras línguas
Aprender algo novo
Viver da terra
Construir algo com as minhas mãos.

Atar as pontas soltas.

A tarde de hoje vai ser dedicada a tentar atar pontas de assuntos que tenho pendentes e que preciso de resolver para ser consequente com as decisões que tenho tomado. Assim, está na hora de ir tratar do que tem de ser tratado e dar andamento ao que, há muito, está parado. Começar hoje a fechar caixas que estando abertas só apanham pó e contribuem para aumentar a sensação de desarrumação que anda por cá. Vamos a isso!

time off

Por uns dias não vou queixar de estar no buraco, no desterro, onde o Judas perdeu as botas aka cu do mundo ou em versão menos polida, o olho do cu do mundo.

Depois de uns dias de reuniões, segue-se o regresso ao charco original.

A emissão segue dentro de momentos.