Absurdo significa numa tradução algo literal, desagradável ao ouvido.
Absurdo tem como tradução corrente, que não faz sentido.
Absurdo é esperar que as nossas acções não provoquem reacções. Absurdo é pensarmos que só nós sentimos as coisas que os outros nos fazem e que o que fazemos aos outros (consciente e/ou inconscientemente!) não lhes faz mossa a eles. Absurdo pensar que o que nós pensamos e sentimos é mais importante do que o que os outros pensam e sentem. É absurdo imaginar que a razão só está do nosso lado.
É absurdo adiar a resolução de uma situação por nos mantermos irredutíveis na nossa torre de marfim, indiferentes a quem passa cá em baixo.
É absurdo invocar o respeito pelo outro como pretexto para não resolver uma situação que incomoda e causa desconforto. É absurdo mas é real. Acontece. Com muita frequência. E por vezes, a necessidade de manter as amizades ou uma relação próxima (ou pelo menos tentar!) deveria ter prioridade relativamente ao dito "respeito" que nos impede de provocar o contacto e obter a explicação que precisamos para perceber o outro.
Às vezes prefiro que me "respeitem" menos e que sejam mais meus amigos.
Mas isto sou eu. Um sapo estranho.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Agradecer
É um acto de educação.
É um gesto bonito que fica bem a quem o faz e que cai bem a quem o recebe.
E por isso agora, que a chuva abrandou, quero agradecer ao meu Amigo, meu irmão de ideias e de sentir que só conheci aos dezoito anos, por tudo o que é para mim. Por tudo o que representa de Amizade, de discernimento, de capacidade de análise e de retirar o que exagera, às coisas que de alguma forma me preocupam, me fazem telefonar-lhe quase à beira do desespero.
Agradecer à minha Amiga, mulher, amante, companheira, Amor recente e ainda assim, que parece de e para sempre que tem a capacidade de me deixar melhor só com a sua presença, com um gesto, uma palavra.
Agradecer pelos pais que tenho, que mesmo a 260km se preocupam comigo. E mesmo não o verbalizando sei que gostam de mim e que estão sempre à minha espera.
Agradecer pelas irmãs e pelo irmão, cunhada e sobrinhos. São a minha família, e embora raramente saibamos dizer o quanto gostamos uns dos outros (mais um aspecto a trabalhar!), sei que estão lá para mim, caso precise.
Agradecer pelos amigos. Por aqueles que se vão lembrando do sapo e que ficam felizes por saber dele. Que se preocupam e que gostam de ter novidades e ficam felizes, verdadeiramente felizes por me verem e por estarem comigo.
Agradecer pelo trabalho, bem raro e cada vez mais escasso. Pela ocupação, rendimento e oportunidade que me dá de conhecer novas pessoas, novas terras, novas formas de fazer, de ser e de estar. Não é que seja tudo bom, que não é, mas até de algo mau se pode aprender qualquer coisa!
Agradecer pela saúde. Não está perfeita, mas está tudo bem. Sem grandes sobressaltos, o que já é muito hoje em dia!
Agradecer pela possibilidade de partilhar convosco algumas das coisas que sinto, que vivo, que experimento. E pela sorte de ter quem se interesse pelo que escrevo e que interaja comigo através dos comentários ou do mail.
Agradecer pelo facto de ter em mim um sopro de vida que me permite fazer boa parte do que me apetece, sem grandes restrições físicas e mentais.
Agradecer pela fortuna de ter tido a possibilidade de ter visto mais uma vez, a luz do dia. A possibilidade de ter sentido na pele o vento, o frio, a chuva, o toque doce dos teus lábios e o contacto morno das tuas mãos que tornam cada dia, cada instante, um momento único e irrepetível de cumplicidade e de amor.
É um gesto bonito que fica bem a quem o faz e que cai bem a quem o recebe.
E por isso agora, que a chuva abrandou, quero agradecer ao meu Amigo, meu irmão de ideias e de sentir que só conheci aos dezoito anos, por tudo o que é para mim. Por tudo o que representa de Amizade, de discernimento, de capacidade de análise e de retirar o que exagera, às coisas que de alguma forma me preocupam, me fazem telefonar-lhe quase à beira do desespero.
Agradecer à minha Amiga, mulher, amante, companheira, Amor recente e ainda assim, que parece de e para sempre que tem a capacidade de me deixar melhor só com a sua presença, com um gesto, uma palavra.
Agradecer pelos pais que tenho, que mesmo a 260km se preocupam comigo. E mesmo não o verbalizando sei que gostam de mim e que estão sempre à minha espera.
Agradecer pelas irmãs e pelo irmão, cunhada e sobrinhos. São a minha família, e embora raramente saibamos dizer o quanto gostamos uns dos outros (mais um aspecto a trabalhar!), sei que estão lá para mim, caso precise.
Agradecer pelos amigos. Por aqueles que se vão lembrando do sapo e que ficam felizes por saber dele. Que se preocupam e que gostam de ter novidades e ficam felizes, verdadeiramente felizes por me verem e por estarem comigo.
Agradecer pelo trabalho, bem raro e cada vez mais escasso. Pela ocupação, rendimento e oportunidade que me dá de conhecer novas pessoas, novas terras, novas formas de fazer, de ser e de estar. Não é que seja tudo bom, que não é, mas até de algo mau se pode aprender qualquer coisa!
Agradecer pela saúde. Não está perfeita, mas está tudo bem. Sem grandes sobressaltos, o que já é muito hoje em dia!
Agradecer pela possibilidade de partilhar convosco algumas das coisas que sinto, que vivo, que experimento. E pela sorte de ter quem se interesse pelo que escrevo e que interaja comigo através dos comentários ou do mail.
Agradecer pelo facto de ter em mim um sopro de vida que me permite fazer boa parte do que me apetece, sem grandes restrições físicas e mentais.
Agradecer pela fortuna de ter tido a possibilidade de ter visto mais uma vez, a luz do dia. A possibilidade de ter sentido na pele o vento, o frio, a chuva, o toque doce dos teus lábios e o contacto morno das tuas mãos que tornam cada dia, cada instante, um momento único e irrepetível de cumplicidade e de amor.
Chuva miudinha
Há coisas que não matam mas moem. Que não sendo motivo suficiente para provocar o caos, vão provocando desordem e confusão. Que vão minando e provocando estragos à partida conjunturais e que se não forem contidos a tempo se podem tornar estruturais. E, confesso, começam a fazer danos. Uns maiores que os outros. E uns de efeitos mais duradouros que outros.
Sinto-me como se andasse à chuva. Daquela fininha, que quase parece que não molha, mas encharca. Daquela que ao princípio, nem se sente. Mal se dá por ela, mas depois vamos dando conta que afinal, molha.
E nesta fase, não consigo, não quero e não tenho condições para suportar mais. Estou a chegar aos meus limites. Da paciência, da compreensão, da resistência. Sinto-me, aqui e ali, preso por arames. Prestes a rebentar. Ou a deixar-me cair. Não quero. Não é disso que preciso. Há caminhos alternativos: ignorar, (o que não é fácil, não me ajuda a entender, nem resolve nada) ou perguntar o porquê (que não me apetece, não tenho vontade mas se começa a afigurar como a saída mais provável).
Estou tão farto disto. Sinto-me tão cansado de ser saco de pancada, sem perceber o porquê... Se existe o conceito de bullying, estou a senti-lo na pele. E quem conhece um pouquinho dos sapos, sabe o quão sensível é a sua pele. Não sou excepção. E dói. Muito. :'(
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Dias de descanso
Os dias de descanso estão quase à porta. De amanhã a uma semana, começa a interrupção lectiva do Natal. E confesso que estou mesmo a precisar de sair daqui. Preciso de ir para o meu meio, de estar perto das pessoas que me fazem sentido: família e amigos. Preciso! Preciso de dar descanso a esta cabeça e de estar perto das outras pessoas que me fazem bem; que me fazem sorrir e com quem também posso ser um pouquinho mais eu. Não sei porquê, mas ir a casa deixa-me um pouquinho mais de baterias carregadas portanto, preciso de ir a casa
Preciso de estar com os meus amigos. Preciso de ir fazer algumas comprinhas de natal, sobretudo para as crianças, que os adultos este ano vão ter de se contentar com pouco. Preciso de acordar num dia de sol e muito frio, de me meter a caminho da Serra da Estrela e de ir tirar fotos tolas na neve; de ir descer uma encosta nevada com um saco de plástico, de atirar bolas de neve mal amassadas a alguém, de levar com bolas de neve, de sentir os dedos enregelados, de ficar com a cara vermelha do frio, de ver o pôr-do-sol no cimo da Serra ou a fazer o caminho em direcção a Seia (ou a Manteigas, tanto dá!) e lá chegados, entrar num café, pedir uma chávena de chocolate quente e ficar a ver as fotos e a rir dos disparates!
Depois fico a pensar que ter estes dias de interrupção lectiva também pode ser menos bom. Porque significa que não vou estar perto de quem, em tão pouco tempo, se tornou tão importante. Tão importante, ao ponto de ser muito difícil equacionar a minha vida longe dela. Menos bom, porque no Natal, apetece estar perto de quem se gosta, e este Natal, isso não sei se vai ser possível.
De amanhã a uma semana, começa a interrupção lectiva. E vem com ela a oportunidade de parar para pensar em tanto que tem acontecido desde o início de Setembro. Para perspectivar, com um pouco mais de tempo, o que o futuro pode trazer. E dessa forma, tentar tomar melhor decisões. Fazer melhores escolhas.
De amanhã a uma semana, começa a interrupção lectiva. E ainda falta tanto trabalho até lá!
domingo, 11 de dezembro de 2011
No meio da ponte (capitulo 10)
"Já está!
Já conversei o que tinha a conversar.
Disse o que tinha a dizer, ouvi o que quis ouvir e arrumei a maior parte do que tinha para arrumar. No fundo, fui coerente com a decisão que tinha tomado. O que fica agora é alguma mágoa, alguma dor. Muitas memórias. Algumas boas, outras nem por isso. Mas quero guardar todas. Porque se com as boas me alegro, com as menos boas recordo o que não quero mais para mim.
Agora já sei onde falhamos. Onde falhei. E não quero falhar mais nos mesmos sítios. A falhar, (e sim, eu sei que é inevitável) vou procurar falhar melhor. Errar melhor. Porque com o erro também se aprende. E eu aprendi! Quero levar tudo quanto sou para o novo caminho. Mas também vou aproveitar a travessia da ponte para deixar para trás o peso do que não fiz, do que não sou, mas permiti que me tornasse. Vou deixar para trás as mágoas e as tristezas e as falsas esperanças que criei e que deixei que semeassem em mim. Vou despertar a parte de mim que fui escondendo sob a capa de uma pretensa, (sei-o agora), alegria e felicidade.
Assumo o compromisso de ser eu mesma! De dizer não, de dizer sim, de dizer talvez quando é exatamente isso que sinto e que quero dizer. De não criar castelos no ar. De não permitir ser outra coisa que não FELIZ. Mesmo estando consciente (sempre a consciência, não é?) que a felicidade é efémera e não-permanente. Mas sabendo também que é possível transformar pequenos momentos de felicidade, em períodos mais alargados desse estado inebriante que me faz sentir ser feita de luz e cor!
Vou abraçar o novo caminho. Vou dedicar-me a ele como ele se tem dedicado a mim. Juntos, vamos construir algo de extraordinário. De único! Vou fazer, com ele, tudo para sermos felizes.
Porque eu acredito que fui feita para este caminho.
Porque ele me espera do outro lado da ponte. Onde disse que estaria desde o primeiro momento.
Porque eu quero ser feliz, sendo eu mesma!"
Já conversei o que tinha a conversar.
Disse o que tinha a dizer, ouvi o que quis ouvir e arrumei a maior parte do que tinha para arrumar. No fundo, fui coerente com a decisão que tinha tomado. O que fica agora é alguma mágoa, alguma dor. Muitas memórias. Algumas boas, outras nem por isso. Mas quero guardar todas. Porque se com as boas me alegro, com as menos boas recordo o que não quero mais para mim.
Agora já sei onde falhamos. Onde falhei. E não quero falhar mais nos mesmos sítios. A falhar, (e sim, eu sei que é inevitável) vou procurar falhar melhor. Errar melhor. Porque com o erro também se aprende. E eu aprendi! Quero levar tudo quanto sou para o novo caminho. Mas também vou aproveitar a travessia da ponte para deixar para trás o peso do que não fiz, do que não sou, mas permiti que me tornasse. Vou deixar para trás as mágoas e as tristezas e as falsas esperanças que criei e que deixei que semeassem em mim. Vou despertar a parte de mim que fui escondendo sob a capa de uma pretensa, (sei-o agora), alegria e felicidade.
Assumo o compromisso de ser eu mesma! De dizer não, de dizer sim, de dizer talvez quando é exatamente isso que sinto e que quero dizer. De não criar castelos no ar. De não permitir ser outra coisa que não FELIZ. Mesmo estando consciente (sempre a consciência, não é?) que a felicidade é efémera e não-permanente. Mas sabendo também que é possível transformar pequenos momentos de felicidade, em períodos mais alargados desse estado inebriante que me faz sentir ser feita de luz e cor!
Vou abraçar o novo caminho. Vou dedicar-me a ele como ele se tem dedicado a mim. Juntos, vamos construir algo de extraordinário. De único! Vou fazer, com ele, tudo para sermos felizes.
Porque eu acredito que fui feita para este caminho.
Porque ele me espera do outro lado da ponte. Onde disse que estaria desde o primeiro momento.
Porque eu quero ser feliz, sendo eu mesma!"
Não há dúvidas!
Nem pode haver!
Quando o que se sente cá dentro, e que é afirmado e confirmado vezes sem conta através de palavras, mas principalmente de gestos e de atitudes, de olhares, de acções concretas, não há dúvidas. Não pode haver dúvidas. E não há!
Quando tens oportunidade de ver que o outro corre riscos por ti, se arrisca, se atravessa para estar, para falar, para te ver, para te tocar e de uma maneira geral, para se fazer presente na tua vida, não tens dúvidas. Quando sentes o coração pesado e apertado de saudades ou tão leve que tens de o manter preso dentro do peito quando estás com o outro; quando te parece que um cavalo te galopa no peito, porque recebeste um olhar, um toque de pele na pele, um beijo clandestino que te incendeia, não há lugar para dúvidas.
Se te apercebes do que o outro faz por ti, por ambos, pela relação; se dás conta de quanto se investe e do que se coloca e se dá, do valor das apostas que estão a ser feitas, se ficas, se estás presente, se tens vontade de continuar a estar, a fazer, a criar, a cultivar, a colher, a dar-te e a receber o outro, deixa a cautela. Deixa as precauções. Deixa tudo e vai! Lança-te na maior aventura da tua vida!
Vive!
Entrega-te!
Atira-te de cabeça!
Sem capacete, sem pára-quedas, sem preparação e sem rede.
Apenas porque tens a certeza que o outro está lá para te apanhar.
Apenas porque acreditas que amas e és amado/a.
Apenas porque só assim, te tornas o motor principal da tua vida. Entras na acção e deixas de ser o espectador que se limita a ver a vida passar.
Não há dúvidas! Amo-te!
Quando o que se sente cá dentro, e que é afirmado e confirmado vezes sem conta através de palavras, mas principalmente de gestos e de atitudes, de olhares, de acções concretas, não há dúvidas. Não pode haver dúvidas. E não há!
Quando tens oportunidade de ver que o outro corre riscos por ti, se arrisca, se atravessa para estar, para falar, para te ver, para te tocar e de uma maneira geral, para se fazer presente na tua vida, não tens dúvidas. Quando sentes o coração pesado e apertado de saudades ou tão leve que tens de o manter preso dentro do peito quando estás com o outro; quando te parece que um cavalo te galopa no peito, porque recebeste um olhar, um toque de pele na pele, um beijo clandestino que te incendeia, não há lugar para dúvidas.
Se te apercebes do que o outro faz por ti, por ambos, pela relação; se dás conta de quanto se investe e do que se coloca e se dá, do valor das apostas que estão a ser feitas, se ficas, se estás presente, se tens vontade de continuar a estar, a fazer, a criar, a cultivar, a colher, a dar-te e a receber o outro, deixa a cautela. Deixa as precauções. Deixa tudo e vai! Lança-te na maior aventura da tua vida!
Vive!
Entrega-te!
Atira-te de cabeça!
Sem capacete, sem pára-quedas, sem preparação e sem rede.
Apenas porque tens a certeza que o outro está lá para te apanhar.
Apenas porque acreditas que amas e és amado/a.
Apenas porque só assim, te tornas o motor principal da tua vida. Entras na acção e deixas de ser o espectador que se limita a ver a vida passar.
Não há dúvidas! Amo-te!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Distâncias
Distâncias são medidas. Medidas daquilo que nos separa ou daquilo que nos une. Depende do ponto de vista, como aquela história do copo meio cheio ou meio vazio... Para mim, se está meio, está meio. Não consigo imaginar uma coisa cheia, se está pela metade, nem vazia, se tem conteúdo, ainda que não preencha totalmente. As distâncias são medidas em unidades diferentes dependendo do grau, do género e da relação que se estabelece entre a distância em si, e os sujeitos distantes. (pessoas, locais, objectos, sentimentos, recordações, desejos... querem que continue?...)
Podem medir-se distâncias em unidades de tempo e de espaço. E essas toda a gente sabe medir. Existem réguas e esquadros, transferidores, curvímetros, conta-quilómetros, satélites e lasers que nos dão distâncias lineares e áreas com grande precisão.
Mas que unidade usamos para medir a distância entre uma palavra proferida e as diferentes interpretações que essa palavra vai ter quando ouvida por pessoas diferentes,cada uma com o seu quadro de referência e estrutura mental diferentes? Como se mede a distância entre um batimento de coração e outro? Qual a unidade que se usa? E para medir a distância que vai entre um olhar apaixonado e um olhar de desejo? Um abraço de amizade e um abraço quente e húmido de amor, cheio de paixão e desejo? Como se mede a intensidade de um olhar? Qual o instrumento? E a unidade de medida?
E como se mede a saudade? Pelo intensidade do sofrimento causado pela ausência do outro? Ou pela quantidade de vezes que se recorda o cheiro do cabelo e do corpo, o som do riso e das gargalhadas, os abraços, o perfume e o cabelo, o peso do corpo, o calor ou o frio das mãos, a suavidade da pele, os gestos tantas vezes repetidos?
Como se mede a distância entre duas pessoas que se amam, que se querem e se desejam? Pelo tempo que passam juntas? Pelo tempo que querem passar juntas? Pela forma como aproveitam o tempo quando estão juntas? Pela forma como se disponibilizam um para o outro e se ajudam mutuamente? Pela atenção, carinho e cuidado que dedicam ao outro? Pela vontade que sentem de fazerem a distância real e física que existe entre eles, mais pequena e dessa forma estarem mais próximos, de serem um?
A distância é mais imaginada que real.
A distância, muitas vezes, não é mais do que um obstáculo que colocamos a nós mesmos quando nos sentimos incapazes de saltar os muros que erguemos ou que outros ergueram por nós. Muros como o embaraço, a vergonha, a timidez, as ideias feitas, a opinião dos outros, as convenções sociais, as regras da sociedade, a educação que recebemos, a nossa herança cultural e moral judaico-cristã que nos prende, nos corta os movimentos, as ideias, os desejos e as vontades e nos leva a pensar em coisas tão sem sentido como culpas e medos...
A distância tem os limites que nos colocamos. Se somos livres, não há barreiras, não há limites. Porque a nossa liberdade é só isso. Liberdade. Sem limites barreiras nem prisões.
Podem medir-se distâncias em unidades de tempo e de espaço. E essas toda a gente sabe medir. Existem réguas e esquadros, transferidores, curvímetros, conta-quilómetros, satélites e lasers que nos dão distâncias lineares e áreas com grande precisão.
Mas que unidade usamos para medir a distância entre uma palavra proferida e as diferentes interpretações que essa palavra vai ter quando ouvida por pessoas diferentes,cada uma com o seu quadro de referência e estrutura mental diferentes? Como se mede a distância entre um batimento de coração e outro? Qual a unidade que se usa? E para medir a distância que vai entre um olhar apaixonado e um olhar de desejo? Um abraço de amizade e um abraço quente e húmido de amor, cheio de paixão e desejo? Como se mede a intensidade de um olhar? Qual o instrumento? E a unidade de medida?
E como se mede a saudade? Pelo intensidade do sofrimento causado pela ausência do outro? Ou pela quantidade de vezes que se recorda o cheiro do cabelo e do corpo, o som do riso e das gargalhadas, os abraços, o perfume e o cabelo, o peso do corpo, o calor ou o frio das mãos, a suavidade da pele, os gestos tantas vezes repetidos?
Como se mede a distância entre duas pessoas que se amam, que se querem e se desejam? Pelo tempo que passam juntas? Pelo tempo que querem passar juntas? Pela forma como aproveitam o tempo quando estão juntas? Pela forma como se disponibilizam um para o outro e se ajudam mutuamente? Pela atenção, carinho e cuidado que dedicam ao outro? Pela vontade que sentem de fazerem a distância real e física que existe entre eles, mais pequena e dessa forma estarem mais próximos, de serem um?
A distância é mais imaginada que real.
A distância, muitas vezes, não é mais do que um obstáculo que colocamos a nós mesmos quando nos sentimos incapazes de saltar os muros que erguemos ou que outros ergueram por nós. Muros como o embaraço, a vergonha, a timidez, as ideias feitas, a opinião dos outros, as convenções sociais, as regras da sociedade, a educação que recebemos, a nossa herança cultural e moral judaico-cristã que nos prende, nos corta os movimentos, as ideias, os desejos e as vontades e nos leva a pensar em coisas tão sem sentido como culpas e medos...
A distância tem os limites que nos colocamos. Se somos livres, não há barreiras, não há limites. Porque a nossa liberdade é só isso. Liberdade. Sem limites barreiras nem prisões.
Preparar o fim do primeiro período
Implica preparar sete grelhas de avaliação, estar presente em sete reuniões de Conselho de Turma, corrigir sete turmas de testes (7!) redigir uma acta, ir ao jantar de natal da escola (mal posso esperar...) ter reuniões o Sábado TODO, rebentar com o fim-de-semana anterior (este que agora começa) a trabalhar que nem um louco, para durante a semana poder ter tempo para fazer outras coisas que não apenas trabalhar, comer e dormir.
Por isso, amanhã, para além de ir às compras, dar um jeito ao quarto, pôr roupa a lavar e a secar, tenho uma turma de testes para corrigir, trabalhos para ler e classificar, preparar as grelhas de avaliação, fazer as grelhas, terminar as planificações das disciplinas, verificar as adaptações curriculares e preparar o palavreado para colocar nos planos de recuperação/acompanhamento dos meninos e meninas. Parece bem? A mim, não me parece nada bem... Mas tem de ser!
Ai a vida de um sapo professor é muito dura!!! :D
post scriptum: hoje, pela primeira vez, fui citado. Aqui. É estranho, ver num outro blog aquilo que escrevi. Ao mesmo tempo massaja-me o ego. Será errado ficar contente por alguém ver sentido no que escrevo, ao ponto de me citar?
Por isso, amanhã, para além de ir às compras, dar um jeito ao quarto, pôr roupa a lavar e a secar, tenho uma turma de testes para corrigir, trabalhos para ler e classificar, preparar as grelhas de avaliação, fazer as grelhas, terminar as planificações das disciplinas, verificar as adaptações curriculares e preparar o palavreado para colocar nos planos de recuperação/acompanhamento dos meninos e meninas. Parece bem? A mim, não me parece nada bem... Mas tem de ser!
Ai a vida de um sapo professor é muito dura!!! :D
post scriptum: hoje, pela primeira vez, fui citado. Aqui. É estranho, ver num outro blog aquilo que escrevi. Ao mesmo tempo massaja-me o ego. Será errado ficar contente por alguém ver sentido no que escrevo, ao ponto de me citar?
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