terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Livro de reclamações
Reclamo com frequência. É uma das minhas características. Não sei se é do meu mau feitio (muito provavelmente, sim!) ou se é de outra causa qualquer, mas reclamar é algo que faço amiúde.
Não reclamo por tudo e por nada, mas reclamo. Principalmente do que considero injusto.
Vem isto a propósito do meu actual colega de casa reclamar ainda mais do que eu. E agora, ao ver-me nas costas dele, pensar que não faz sentido reclamarmos das coisas que não podemos mudar. Assim, como não faz sentido reclamar com a pessoa errada, aquela que pode ouvir, mas não pode mudar nada em termos do conteúdo substantivo da reclamação.
O rapaz reclama do tempo (quando não chove há três dias, ontem esteve um dia de sol brilhante e céu azul) que está frio (estamos em dezembro, é normal estar frio!) que o tempo é uma bosta (nem tem estado vento, o que ajuda a que não se sinta tanto frio).
Eu reclamo que nunca mais é dia 19 de dezembro ao fim da tarde.
E vocês de que reclamam?
novidades
Dia longo de trabalho. Aulas, testes e novidades. Reunião de directores de turma amanhã (a convocatória não respeitou o prazo legal de 48h para afixação) e calendário das reuniões de avaliação de final de período afixado na sala dos professores. Três dias de reuniões e eu faço o pleno: reuniões os três dias e entrega das avaliações no dia dezanove à tarde.
A parte boa, é que despacho quase tudo na 4.ª feira e tenho a quinta quase toda livre para ultimar as coisas da minha direção de turma. O resto é a loucura: até dia 19: dar testes, corrigir testes, entregar testes, preparar avaliações, entregar avaliações. Trabalho administrativo e burocrático que não tem piada nenhuma. A vantagem é que os papéis não nos tratam mal, não respondem e não fazem pouco da nossa cara.
Vamos a isto, que o fim está próximo!
A parte boa, é que despacho quase tudo na 4.ª feira e tenho a quinta quase toda livre para ultimar as coisas da minha direção de turma. O resto é a loucura: até dia 19: dar testes, corrigir testes, entregar testes, preparar avaliações, entregar avaliações. Trabalho administrativo e burocrático que não tem piada nenhuma. A vantagem é que os papéis não nos tratam mal, não respondem e não fazem pouco da nossa cara.
Vamos a isto, que o fim está próximo!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
às vezes penso em mudar de vida
Tirar outro curso e fazer algo que me permita ajudar as pessoas. Ajudá-las a melhorar. Não sei se a torná-las melhor, se a dar-lhes ferramentas para que, se assim o entenderem, façam e sejam mais e melhor.
Eu mesmo sinto que estou a precisar de fazer alguma coisa que me ajude a entrar novamente nessa via de ser mais e melhor. Não que esteja mal, mas simplesmente não estou bem. Eu noto-o e os que me rodeiam também. Até porque têm de levar com o meu lendário mau feitio a toda a hora e instante.
Já considerei a hipótese de me matricular novamente na Universidade para tirar uma nova licenciatura. Já pensei em fazer um curso de fisioterapia. Pondero ainda a possibilidade de fazer um outro curso. Uma outra aprendizagem não formal, que não confere diplomas nem certificados de habilitações. Para isso, precisaria de me desprender de coisas, de pegar em poucas outras coisas, traçar um plano e ir.
E é uma ideia recorrente, esta de ir. Tenho dias em que adormeço a pensar nisto e me consigo ver de mochila às costas a caminhar por estradas e caminhos e atalhos, por montes e vales. Viver a aprender a viver. Sem filtro e sem rede. Sem plano B. Indo e aprendendo.
Às vezes penso em mudar de vida. E acobardo-me e acomodo-me por receio de não ser capaz e por temer as reacções dos outros.
Às vezes penso em mudar de vida.
Penso.
Mas ainda aqui estou.
Eu mesmo sinto que estou a precisar de fazer alguma coisa que me ajude a entrar novamente nessa via de ser mais e melhor. Não que esteja mal, mas simplesmente não estou bem. Eu noto-o e os que me rodeiam também. Até porque têm de levar com o meu lendário mau feitio a toda a hora e instante.
Já considerei a hipótese de me matricular novamente na Universidade para tirar uma nova licenciatura. Já pensei em fazer um curso de fisioterapia. Pondero ainda a possibilidade de fazer um outro curso. Uma outra aprendizagem não formal, que não confere diplomas nem certificados de habilitações. Para isso, precisaria de me desprender de coisas, de pegar em poucas outras coisas, traçar um plano e ir.
E é uma ideia recorrente, esta de ir. Tenho dias em que adormeço a pensar nisto e me consigo ver de mochila às costas a caminhar por estradas e caminhos e atalhos, por montes e vales. Viver a aprender a viver. Sem filtro e sem rede. Sem plano B. Indo e aprendendo.
Às vezes penso em mudar de vida. E acobardo-me e acomodo-me por receio de não ser capaz e por temer as reacções dos outros.
Às vezes penso em mudar de vida.
Penso.
Mas ainda aqui estou.
à beira do fim
Estamos quase a terminar o primeiro período lectivo. Só faltam mais duas semanas para encerrar este primeiro terço do ano e dar lugar a duas semanas de interrupção. Vem em bom momento! O cansaço e a fartura de trabalho, junto com a distância e aquela sensação de vazio que sinto quando estou num sítio que não é o meu (mas também, já não sei muito bem qual é o meu sítio) fazem aumentar a necessidade de sair daqui e ir viver.
Não, a escola não é má. Não, os miúdos não são maus. São maus, principalmente para eles mesmos. Não, os colegas não são quezilentos nem complicados, nem andam a ver quando é que o outro escorrega para depois lhe atirar com tudo e mais um par de botas.
Eu é que estou a precisar de passar mais do que um fim-de-semana longe daqui. Fora daqui. Com outras pessoas. Estar com amigos. Estar com a família. Estar com a Lobita. Conhecer sítios novos. Sítios diferentes.
Tirar fotografias.
Fazer filmes.
Fazer tolices.
Brincar e rir.
Abraçar e beijar mais.
Ser mais feliz.
Contigo.
Não, a escola não é má. Não, os miúdos não são maus. São maus, principalmente para eles mesmos. Não, os colegas não são quezilentos nem complicados, nem andam a ver quando é que o outro escorrega para depois lhe atirar com tudo e mais um par de botas.
Eu é que estou a precisar de passar mais do que um fim-de-semana longe daqui. Fora daqui. Com outras pessoas. Estar com amigos. Estar com a família. Estar com a Lobita. Conhecer sítios novos. Sítios diferentes.
Tirar fotografias.
Fazer filmes.
Fazer tolices.
Brincar e rir.
Abraçar e beijar mais.
Ser mais feliz.
Contigo.
Cenas estranhas
Acabei de saber que o meu endereço de email aparece no computador de uma prima da lobita que está a 500km daqui, de quem eu não tenho nem endereço de email, nem número de telemóvel e que o único ponto de contacto é o facebook. Mistério!
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